segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Margot e a saudade

Margarida Marques, a quem nos acostumamos a chamar carinhosamente de Margot é dessas mulheres que entram na vida da gente pra nunca mais sair. Ela entrou na nossa vida, definitivamente. É madrinha de Mariana, é meio anjo da guarda, além de todos os outros predicados possíveis. Pelo menos um deles eu não posso me furtar de registrar: Margot tem os cabelos brancos mais lindos e assumidos que já encontrei.

Pois hoje, pra fechar a segunda-feira, ela me escreveu. Motivada pelo texto que postei, falando de poesia e de Leminski, ela saiu do silêncio. E disse que não conseguiu publicar um recado como gostaria, no "pé" do texto. Não resisti de tanta lindeza. O que ela me mandou, penso, não é pra ficar guardado. Com a devida "vênia", Margot, vai ser publicado. Um beijo, comadre. Minha saudade e meu amor são iguais.

Meu querido, só você mesmo poderia lembrar de Leminski e sua excelente poesia numa manhã de segunda-feira, o que, com certeza tornará minha semana bastante melhor. De quebra, proporcionar que escutasse mais uma vez Ceriema, cuja versão, confesso que, embora respeitando Inezita, prefiro as de amigos daqui, que você conhece muito bem.

Quanto ao lançamento do livro, diga ao Mauro que gostaria muito de poder estar presente, pois gostava imensamente do Adão, a quem tive a honra de receber em minha casa para jantar. Um ser humano dos melhores, que transparecia uma dignidade rara de se encontrar. Pena que nos deixou cedo, empobrecendo ainda mais o já debilitado cenário político do país.

Quanto a você, que no momento deve estar feliz por ter vencido mais uma batalha, sinto sempre a sua falta, aliás, eu e muita gente, pois deixou uma lacuna em Mato Grosso do Sul, não apenas em nossos corações, mas no árido meio jornalístico.

Beijos mil,

Margot

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