quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Poesia pra fechar setembro

Por Nicolas Behr

Saída de Emergência
setembro 79


subo aos céus
pelas escadas rolantes
da rodoviária de brasília


o corpo de cristo
aqui não é pão
é pastel de carne


o sangue de cristo
não é vinho
é caldo de cana


o padroeiro desta cidade
é S. João Bosco
ou Padim Ciço?

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A banda mais bonita em 3D

A Banda Mais Bonita da Cidade, que ficou famosa com o seu primeiro vídeo, Oração, que atingiu incríveis 8 milhões de visualizações no Youtube, está de clipe novo.

O trabalho é fruto ainda do primeiro vídeo, que rendeu à banda mais que um grande número de fãs (que inclusive pagaram a gravação do primeiro álbum da banda). Com o sucesso de Oração, a LG apostou nos caras e bancou o 2º videoclipe do grupo de Curitiba.

O clipe de A Balada da Contramão foi feito totalmente em 3D, gravado em um smartphone da marca, o LG Optimus 3D. Caso você tenha em sua casa um óculos para ver em 3D, pegue-o para ver o vídeo e desfrutar desta incrível tecnologia. Se não, é só desmarcar a opção no youtube e assisti-lo normalmente. (com informações do http://www.rocknbeats.com.br/)


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A cidade em mim

Um dia, caminhei pelas ruas de Paris.
Foi como se eu já tivesse estado ali
Entre Paris e eu,
uma íntima sensação
"déjà vu".

Meus primeiros passos em Paris
foram como caminhar em páginas
de livros que li uma vida inteira.

As pontes, os cadeados, o brilho do sol
nos monumentos,
Ah! Os monumentos...
O jardim de Rodin
O quartier Latin

O vinho servido em taça
a tarde passando, a praça
Tudo em Paris me cabia
como se fôramos feitos
um pro outro.

As retas tortas do metrô
traspassando a cidade
como uma enorme serpente
o subsolo, o claro escuro
e, de repente, o céu!
O Sena, o Louvre
a Torre Eiffel

Andar em Paris requer ciência
Um dia, caminhei pelas ruas de Paris
E a cidade, de tão minha,
nunca mais me deixou.

Sub City Paris from Redglass Pictures on Vimeo.

¿Que pasa, Bolívia?

Recebendo o diploma de jornalista
das mãos do mestre Pedrinho Guareschi
Na faculdade de jornalismo, havia uma disciplina chamada "Sociologia da Comunicação". Quem ministrava essa cadeira, no tempo em que eu estudava na UNISINOS, era o Pedrinho Guareschi. Foi dele que ouvi pela primeira vez a definição de "Comunicação Horizontal e Vertical". Um conceito usado para explicar um fenômeno comum: A nossa absoluta ignorância sobre o que se passa em países vizinhos (comunicação horizontal)  e a nossa total dependência de informações produzidas pelas grandes agências internacionais, comumente localizadas na Europa ou nos Estados Unidos (comunicação vertical).

Para compreender melhor: De maneira geral, nós não sabemos o que acontece na Argentina, no Paraguai ou na Bolívia, por exemplo. Apesar de sermos vizinhos, a notícia que recebemos desses países é o que é apurado pelas grandes redes ou pelas agências de notícias. Ou seja, a notícia da América Latina passa pela Europa ou pelos Estados Unidos antes de desembarcar no Brasil.

Roberto Rojo
Esse raciocínio me veio à mente porque acabo de receber duas mensagens preocupantes, enviadas por um diretor de cinema boliviano - Roberto Além Rojo - e pela minha comadre, arquiteta, que vive em Cochabamba, Liliana Bayá. Os dois me escrevem para falar sobre um episódio ocorrido neste fim de semana, em que o exército boliviano marchou com força e violência sobre um grupo formado por representantes de vários povos indígenas bolivianas, que há 41 dias faz um protesto contra a construção de uma estrada federal, que dividirá em dois o Parque Nacional Isibro Secure.

Liliana Bayá


De acordo com as mensagens dos dois, houve violência desmedida contra homens, mulheres e crianças. Dizem que há pelo menos uma criança morta e 37 pessoas desaparecidas. E um detalhe chama a atenção: No meio do conflito há uma construtora brasileira - a OAS, que será a responsável por construir a estrada, ao custo estimado de U$$ 1,3 milhão por KM.

O projeto da estrada, dizem eles, tem o apoio dos produtores de coca, base de sustentação do governo do presidente Evo Morales. O ex-presidente brasileiro, Luis Ignácio Lula da Silva, esteve na Bolívia há mais de um mês tratando, entre outras coisas, deste assunto.

Imagens do conflito entre exército e indígenas.
Fotos: Jornal Los Tiempos
As fotos do conflito, pubicadas pelos jornais locais dão uma pequena idéia do que aconteceu. Os jornais dizem que o presidente Evo informa que haverá um plebiscito para saber se a população quer ou não a construção da nova estrada. Também está publicado nos jornais que a ministra da Defesa da Bolívia, Cecília Chacón, renunciou ao cargo hoje de manhã, por não concordar com a posição do governo e com a ação do exército. Sobre o confronto, Evo Morales ainda não disse nada.

No Brasil, nenhum veículo de comunicação registrou qualquer notícias sobre esse conflito. Meus amigos bolivianos, entretanto, me mandaram links de publicações locais onde se pode ler mais sobre o assunto. Seguindo as lições do velho mestre Pedrinho Guareschi, utilizo esse modesto espaço para praticar minimamente o que se poderia chamar de "exercício de comunicação horizontal". É a minha parte. E não vou me furtar de fazê-lo.

Jornal Página Siete

Jornal Los Tiempos

Jornal Opinion



domingo, 25 de setembro de 2011

Rock in Rio? Não, obrigado.

Fogos de artifício na abertura do Rock in Rio 2011
Foto: AGnews
Ontem, gastei algumas horas assistindo o Rock in Rio, pela televisão. Hoje, penso que, literalmente, gastei meu tempo. Concluo que o amadurecimento me distancia de manifestações como essa. Não me imagino em meio àquela turba de alucinados. Nenhum grupo me comove. Nenhum me tiraria de casa para enfrentar os touros. Talvez, se viessem em forma de bife. Talvez...


Li muito e ouvi muito sobre o festival. E me arrisco a dizer que não é um festival, senão na aparência. É um grande comércio de música pop. Algumas músicas e bandas de péssima qualidade. É uma remota e desbotada lembrança dos grandes festivais. Nada mais que isso.

Foto: Danilo Verpa/FolhaPress
Já na abertura do festival, na sexta-feira à noite, ouviu-se um Milton Nascimento que mais desafinou do que emocionou, cantando “Love of My Life”, do Queen, em companhia de Tony Belloto, guitarrista da banda brasileira Titãs. Milton é um dos meus ídolos. Mas ele não estava bem na fita. É minha opinião, mas veja e tire você mesmo as suas conclusões.



Voltando à noite de sábado, a uma certa altura, cruzei com o vocalista do “Faith No More”, Mike Patton, e com o seu projeto individual “Mondo Cane”, cujo nome traduz o meu sentimento. A ideia do cara é reler trilhas sonoras e músicas pop italianas, produzidas nas décadas de 50 e 60 do século passado.

Mike Patton e Orquestra de Heliópolis
Foto: Guito Moreto
Ele enlouquecia, no palco Sunset, e deixava loucos também os jovens integrantes da Orquestra Sinfônica de Heliópolis. Não quero parecer um velho rabugento, mas o show foi um desastre. Uma performance que beirou o bizarro. Uma música difícil de assimilar, um sujeito histriônico em seus grunidos, um sofrimento, árduo de assistir.

No palco Mundo, o principal, a noite estava reservada para três grandes atrações: Capital Inicial, Snow Patrol e Red Hot Chili Peppers. Assisti o Capital com olhos de melancolia. Dinho Ouro Preto, vocalista da banda, está mais gordo, sinal dos tempos. O que o traz ao nível dos mortais e revela que o tempo passa pra roqueiros também. Mas reconheço que a chegada do Capital foi a melhor parte da noite.

Foto: divulgação Rock in Rio
Velhas canções do Aborto Elétrico, grupo que carregou o DNA do Legião Urbana (talvez, o mais instigante grupo de rock da geração de 80, no Brasil) e do próprio Capital Inicial, fizeram soprar um vento de rock orgânico sobre o público. Um Dinho “adrenalizado”, como insistia em dizer a apresentadora de TV, variava entre o surpreso e o patético – principalmente, quando se meteu a fazer discurso político.

A bronca do Dinho nos políticos, no José Sarney (atual presidente do Senado brasileiro) e na censura, que foi transmitido ao vivo pelo canal a cabo Multishow, foi cuidadosamente expurgada do compacto mostrado pela TV Globo, já na madrugada de domingo.

Ainda assim, repito, o Capital e seus velhos sucessos foram o melhor da noite. Interpretações vigorosas de Natasha, Veraneio Vascaína e Que País é Esse fizeram, por uns instantes, o Rock in Rio parecer um festival. Particularmente, fiquei emocionado com uma canção específica: “À sua maneira”, versão brasuca para o sucesso de uma banda argentina que marcou a história do rock latinoamericano e que deixou saudade.



Me emocionei lembrando da canção original, que os hermanos batizaram de "De Música Ligera", que eu gosto mais. Lembrando de Gustavo Cerati, o líder da banda argentina, desfeita em 1997 e reunida novamente para uma última e definitiva turnê, em 2007. Gustavo está em coma há mais de um ano, depois de ter sofrido um AVC. Mas a Música Ligera, do grupo argentino Soda Estereo nunca vai sair da cabeça de quem gosta de Rock’n Roll.

Gustavo Cerati e Soda Stereo

E é com um vídeo original da banda Soda Estereo, gravado há 14 anos, na Argentina (em um festival com mais cara de festival), que eu termino esse post.



A apresentação do Snow Patrol e do Red Hot Chili Peppers? Estava tão morna que eu dormi no meio.

sábado, 24 de setembro de 2011

O palco sem os pés de Cesária

A tarde corre lenta. E calorenta. O sol se encobre de nuvens e antecipa a chegada da noite. Penso que a meteorologia pode estar certa. Amanhã, pode vir chuva depois de quase 110 dias de seca em Brasília. Abro o computador. Percorro meus blogs preferidos. Vou à Rua dos dias que voam e me espanto com a notícia que leio: Por motivo de saúde, Cesária Évora deixa os palcos.

Me bate uma apreensão, uma estranha tristeza, como se soubesse algo ruim sobre alguém tão próximo. E, no fundo, acho que é mesmo assim. Conheci Cesária cantando Sodade, num disco que chegou às minhas mãos em 1994. Nunca mais deixei de ouvi-la.

Cesária tornou-se um sucesso internacional depois de gravar um disco na França, em 1988. Virou a Diva dos pés descalços. Era assim que ela sempre se apresentava. Um hábito que trouxera de sua infância pobre em Cabo Verde. De sua vida sofrida, talvez, uma marca.

Aos setenta anos e em meio à gravação de um novo disco, a notícia não agradou também a Cesária. Ela não queria parar. Mas é uma ordem médica. A rainha das “Mornas” – gênero musical genuinamente caboverdeano que marcou seu repertório – se vê forçada a recolher-se.

Como a tarde de sábado se recolhe. Lenta. Calorenta. E agora, um pouco mais triste. Por ela, pelos palcos, por nós.

Sodade

Quem mostro'b

ess caminho longe.
Quem mostro'b
ess caminho longe.
Ess caminho
pa São Tomé.

Sodade sodade sodade
Dess nha terra d'São Nicolau.

Si bo t'screve'm
m'ta screve'b.
Si bo t'squece'm
M'ta squece'b.

Até dia ke bo volta.

Sodade sodade sodade
dess nha terra d'São Nicolau.

A lua de Björk

A islandesa Björk, compositora, cantora, atriz e diretora de videoclipes, acaba de liberar o clipe de Moon, um dos singles de seu ambicioso projeto Biophilia. 


Os visuais do clipe de Moon, sem cortes, são belos e acompanham o clima esotérico de Biophilia com precisão, mostrando as fases da lua, constelações e Björk com seu “penteado” enorme e vermelho e uma harpa. Biophilia, o álbum/aplicativo de iPad, será lançado no dia 11 de outubro. (Informações do site http://www.rocknbeats.com.br/)



björk: moon from Björk on Vimeo.

Nas asas da ilusão

Bom dia, comunidade!!! Acordo e recebo do Renzo Vasquez a indicação de um vídeo. Renzo é um grande amigo, diretor de cinema, sobre quem já falei aqui. O filme é um comercial da Air France. Mas não importa a companhia. Importa a simplicidade e a beleza da ideia e da produção. Então, pra começar bem o sábado, assista o vídeo que eu rebatizei de "nas asas da ilusão".



Em  seguidinha, a Ana Paula, amiga do Renzo, indicou o making off do comercial. Pra quem gosta de descobrir a magia do cinema e entender como surgem aquelas imagens lindas depois do filme editado, é uma aula. Então, pra completar a primeira publicação do dia, sugiro que você também assista o filme que eu rebatizo de "aula de ilusão".

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A banda está em Brasília

É hoje só. Amanhã, não tem mais. A gurizada da Banda Mais Bonita da Cidade está em Brasília. Sobre eles, já falei aqui no blog. E, dificilmente, quem frequenta a internet com alguma regularidade ainda não ouviu falar deles.

Eles são os meninos e a menina que gravaram os seis minutos, em plano sequencial (uma tomada única), da música Oração. A oração que despertou paixões e que virou febre na internet. Pelos cálculos de quem tem tempo pra ficar fazendo cálculos assim, foram mais de 300 mil acessos, em três dias. Desde que o clip foi pro ar, já são quase 8 milhões de visualizações. Não é brincadeira. Ou é. Uma dessas que deu certo.

Alçados à condição de estrelas da blogosfera, eles desembarcam hoje em Brasília para uma apresentação única.  Vai ser às dez da noite, na "La Ursa", no Setor Bancário Norte, quadra 2, Bloco J. Os ingressos antecipados custam R$ 20,00. Na hora, custam R$ 40,00 inteira e R$ 20,00 meia.

O primeiro disco, com 12 faixas, está saindo do forno. E deve chegar às melhores casas do ramo até o mês que vem. Mas eles já avisaram: vão deixar vazar as músicas, todas, na internet, uns 20 dias antes do lançamento. É a praia deles.

Pra garantir o astral da quinta-feira, clic aí embaixo e vá curtindo a Balada da Contramão. Com a Banda mais Bonita da Cidade. Ah, mais uma coisinha: Se tiver condições de ir, não perca o show.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

De tirar o fôlego

Segundona. Queda vertiginosa. De tirar o fôlego.


Experience Zero Gravity from Betty Wants In on Vimeo.

Memórias de estudante

Há dois movimentos coincidentes acontecendo em minha vida. Dois grupos de amigos que, sem combinação prévia, despertaram uma necessidade de rever o passado. O primeiro, formado pelos meus amigos de Maringá, no Paraná. Mais precisamente,  a turma do Colégio Marista, onde conclui o segundo grau.

Nos formamos em 1979. A última vez que estivemos juntos foi em 1994, quinze anos depois de formados. Com alguns deles, nunca perdi contato. A Mariza Poltronieri, que escreve aqui no blog, é com quem mais falo. Mas encontrei também o Carlos Eduardo, o Ricardo, a Ghy, a Edna, o Max Preis, o Auro Fábio...

Pois essa turma começa a se organizar de novo. Um novo encontro não deve demorar a acontecer. A data ainda precisa ser definida, mas já sabemos que será no final de outubro. Sobre a turma de Maringá, publico uma foto da última semana de aula, quando já estávamos nos despedindo do segundo grau e partindo para a batalha do vestibular.

Festa de fim de ano: Ao meu lado, Ghy, Mauro, Mariza, Edna Maria
Edna Marcia, Carlos Eduardo, Alverina e Ricardo. Lá em cima estão
Max Preis e Eduardo Esteves. Faltam alguns nomes de algumas pessoas.
Peço desculpas e ajuda. Quem lembrar, me escreva.
Depois, quatro ou cinco anos mais tarde, o trajeto era outro. Agora, em direção à vida profissional. Junto com os amigos da UNISINOS, com quem convivi intensamente, experimentava os desafios que me conduziram ao jornalismo. Estes, começaram a se reunir 30 anos depois, através da internet, a partir do contato com a Rosa, que teve a idéia de criar uma página da turma.

Não demorou muito pro grupo crescer e se multiplicar. E foi estimulado por essa onda nostálgica que resolvi buscar no meu arquivo fotográfico umas imagens daquele período. Época de sonhos e aventuras. Como você pode conferir nas imagens que publico a seguir.

Na segunda fileira, à esquerda, eu e Denise Neuman, no Congresso da UCBC
na PUC de São Paulo, 1982. Ali nasceu o grupo Nós, que venceu as eleições do
Diretório Acadêmico da Comunicação na UNISINOS.

Nem só de estudos e militância a gente vivia. Tinha futebol também. Nesta foto aparecem:
(da esquerda para a direita) João Gilmar, Antônio, eu, Abnel, Hamilton Beyer,
Alemão e Ronald (que estudava na Urgs, mas era agregado nosso)

Luciane Schommer, cuidando das plantinhas no DA

Alguém precisava de modelos para um ensaio fotográfico, para a aula
do Lino e do Schardong. Vera Haas e eu fomos os escolhidos. 

Ai, eu estava fazendo umas tomadas em super oito
para as aulas de cinema, do Guaraci


Acampar em Garopaba era a nossa maior aventura. Nesta foto estão a Chile,
o Leco, a Denise com as pernas pra cima e a Mara, lá dentro da barraca.
Dia da formatura: Em pe: Ivan, Denise, Rodrigo (filho da Jussara), Jussara.
Embaixo: Vera, eu, Marcio, Rosa e Karine.

Nossos padrinhos de casamento eram também nossos amigos de faculdade:
da esquerda para a direita: Jussara, Deraldo, Denise, Alexandre,
Karine e Luciane. Sentados, eu e Mara, momentos depois do casório.

domingo, 18 de setembro de 2011

With Tomorrow

Gene Clark
Há quarenta anos, Gene Clark, ex-integrantes do The Birds, lançava sua obra prima White Light. O disco continua desconhecido do grande público. Mas é um clássico entre os que gostam da folk rock e da country music.

Gene não teve a sorte de fazer sucesso comercial com o seu disco. Mas White Light é reconhecido como um dos mais belos discos de todos os tempos. No blog do Grings, coordenador de programação da Rádio Itapema de Santa Maria, RS, há mais detalhes sobre a vida e a obra do Gene.

Por aqui, quero abrir a manhã de domingo com a bela poesia, que virou canção nas cordas mágicas de Gene, With Tomorrow.

With Tomorrow

por Gene Clark

It was more like a dream than reality
I must have thought it was a dream
While she was here with me
When she was near I didn't think she would leave
When she was gone it was too much to believe


So with tomorrow I will borrow
Another moment of joy and sorrow
And another dream and another with tomorrow

So if some day won't be time just to look behind
There won't be reasons
No descriptions for my place and mind
There was so much, I was told it was not real
So many things that I could not taste but I could feel


So with tomorrow I will borrow
Another moment of joy and sorrow
And another dream and another with tomorrow

sábado, 17 de setembro de 2011

Aurora - De A a Z

Por Mariza Poltronieri
“O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem”
João Guimarães Rosa
 
Aurora é a primeira de uma série de nove mulheres. Um nome ao acaso que meu avô escolheu e que poeticamente iniciou uma saga cor-de-rosa. Por sorte deste mesmo acaso, nunca se soube qual seria a última a nascer e esta ganhou um nome cigano, não menos poético, Zairene. Para quem quiser acreditar, o início A, Aurora e o fim Z, Zairene.
 
Das nove mulheres, Aurora foi a única que não se casou, preferiu ser a tia, com todos os excessos de carinho que alimentam ou estragam. Passou seus 95 anos distribuindo afagos e pitacos, para quem quisesse e para quem não quisesse, assim, de um jeito italiano de ser.
 
Muitas histórias pitorescas acompanham essa quase centenária senhora, a última delas é que assim como escolhemos uma roupa de festa, Aurora já escolheu sua mortalha, a roupa final de sua existência terrena. Fala nisso com a segurança de quem usou muito bem a vida e dela quer se despedir, com pompa e circunstância. Demos muitas risadas deste assunto.

Tia Aurora
Daisa, minha irmã bailarina, fez faculdade de moda e soltou esta pérola, “Estudamos muitos trajes no curso, mas nunca falamos de mortalha”. Sugerimos que era um bom nicho de mercado, para todos os gostos e o slogan seria “Você ficará lindo(a) de morrer!”. É muito bom rir de assuntos que incomodam, uma boa lição desta tia.
 
Durante toda a vida ela trabalhou como um mercador. Vendia sonhos para meninas casadoiras, belas peças que comporiam um pomposo enxoval. Saia de porta em porta, na cidade e arredores, no interior do Rio Grande do Sul, para parlar seu italiano misturado com português.
 
Conversa boa também se convertia em boa venda. Todos felizes e satisfeitos. Idas e vindas, mala sem rodinhas, vendeu assim até os 82 anos, sem preguiça e muito feliz.A vida da Aurora é como na frase de Guimarães Rosa, multiplicada de coisas boas e ruins, regada de bom humor e cheia de coragem.

A Lua da Colheita de Setembro


Marcelo Domingues, marido de minha irmã e pai de Carol, é fissurado por astronomia. Por ela, já foi à China, ver um eclípse bem de perto. Vai sempre que pode ao deserto de Atacama, por ser um dos melhores pontos de observação do mundo. E monta telescópios na Praça dos Três Poderes, aqui em Brasília, para dividir com os outros o encantamento e os segredos guardados entre os astros no céu.

A astronomia é tão importante na vida dele, que o Marcelo montou o seu próprio observatório no quintal de casa. Uma construção planejada em cada milímetro. Um verdadeiro laboratório. Com teto retrátil e inúmeros equipamentos que ajudam a observar e decifrar os mistérios celestiais.

De vez em quando, ele me surpreende com alguma nova informação ou imagem. Ontem, Marcelo publicou a imagem de uma lua cheia, batizada de "A Lua da Colheita de Setembro". Ela foi produzida por um Centro de Astronomia mantido pela NASA, que garante, ajuda a descobrir os mistérios do Cosmos, produzindo todo dia uma imagem inédita do Universo, com uma explicação dada por astrônomos profissionais. A foto da Lua está logo aí embaixo, junto com a explicação do astrônomo.

Créditos e direitos autorais : Stefano De Rosa
O nascer de uma Lua Cheia pode ser uma dramática visão celeste e as Luas Cheias podem ter muitos nomes. Por exemplo, a Lua Cheia de segunda-feira foi a mais próxima deste equinócio de outono no hemisfério norte, tradicionalmente chamada de Lua da Colheita.

De acordo com as crenças tradicionais, o nome é bem adequado porque os fazendeiros podiam trabalhar até tarde da noite ao final da época do plantio e germinação, colhendo sua safra à luz da lua. Esta serena imagem telefotográfica registra o nascer desta lua da colheita de setembro em Turim, na Itália. Aparecendo em silhueta contra o disco lunar laranja está a Basílica de Superga, sobre um monte em Turim.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Razão sem paixão (o clip)

Há tempos, Luiz Theodoro, o Lula, a quem chamo carinhosamente de "meu maestro soberano", vinha reclamando a minha presença em seu estúdio. É que ele não se contenta em me pedir que produza letras para as músicas que ele compõe. Quer porque quer que eu as grave, também.

Pra mim, é uma delícia. Uma brincadeira. Uma fuga da vida espremida entre os inúmeros desafios diários, que a profissão de jornalista, de consultor, de planejador de comunicação, me impõe. Nem sempre eu consigo o tempo que gostaria de ter para brincar de cantor no estúdio do Lula. Mas, de vez em quando, acontece.

No feriado de sete de setembro foi assim. Roubei a tarde e um pedaço da noite para gravar as músicas que já estavam prontas e ainda não tinham a minha voz. Foram três, de uma só vez. É uma brincadeira despretensiosa, mas o Lula insiste em dizer que ainda completaremos um cd. Já são sete as canções que compusemos juntos - ele, músicas; eu, letras.

A canção que motivou este texto, nem foi uma encomenda. Foi, em verdade, fruto das visitas do Lula ao blog. De vez em quando, ele passa aqui neste lugar onde divido com o mundo coisas que gosto. E, de vez em quando, encontra poesias que eu publico. Visitando o blog, ele gostou muito de uma poesia que eu chamei originalmente de "Agulha e linha" e que você pode ler  clicando aqui. Lula achou que ela trazia uma música embutida. Sem me avisar, compôs a música e encaixou a letra. 

Depois de um bom tempo, instigado por ele, criei coragem, fui pro estúdio e gravei a parte que me cabia. No começo desta semana, ele me mandou o arquivo da música editada e finalizada, já com a minha voz e a dele, juntas. Razão sem Paixão. Com acabamento fino. Com o cuidado e o carinho que ele dedica às suas própria composições. E eu, que não sou nada, me ouvi acreditando por alguns momentos ser um cantor de verdade. Mérito do meu maestro e dos equipamentos fantásticos que ele tem no estúdio.

A emoção  de ouvir o trabalho pronto e acabado foi tão grande que eu não resisti e me aventurei a editar um clipezinho caseiro, só para completar a brincadeira e garantir um mínimo de supresa ao Lula.

É isso o que eu divido hoje, com vocês. Pra fechar a sexta. Na edição das imagens, recorri a algumas fotos da internet e outras, do dia do aniversário dele, em que eu também me aventurei a subir ao palco e cantar umas poucas canções. Como eu disse, é uma brincadeira, nada mais. Mas foi feita com muito carinho. E eu espero que vocês gostem.

Quando se tornou música, "Agulha e Linha" se transformou em "Razão sem Paixão".

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Pra minha prima

Iva Rothe (em foto de Walda Marques)
Eu nunca tinha ouvido falar dessa moça. Mas minha prima Silma, já. E foi ela quem me apresentou essa menina do Pará. A música que Silma me mandou é de uma delícia/malícia à toda prova. Fortuna Real é o nome da música, que bateu e grudou no meu ouvido, em plena madrugada de quinta. Ela está no disco Aparecida. Não tem vídeo. Ou, pelo menos, eu não achei.

Então fui pesquisar. Descobri que essa menina tem um pé no carimbó e outro na Alemanha. O nome denuncia. E a música, meio colombiana, meio caribenha, tem história. Uma história que Iva escutou sobre uma mulher da vida. Fraca de força. Forte de cabeça. A história lhe foi contada pela sua mãe. A transferência oral da história virou música na voz doce de Iva.

Quem quiser escutar Fortuna Real, é só clicar nesse link aqui e conhecer um bocado mais do trabalho da Iva, através do texto consistente do Felipe Cordeiro. (Eu, se fosse você, clicaria logo).

Pros que gostam de ver e ouvir, também achei isso que vou postar agora. De uma delicadeza à toda prova. Iva Rothe. Paraense. Segundo a Silma, daquelas que faz o Pará ser grande. Ainda que o queiram dividir. Pra Silma, pra fechar a noite. Ou, a essa altura, pra abrir o dia.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O metro nenhum

Francisco Soares Alvim Neto, ou simplesmente, Chico Alvim, é mineiro, de Araxá e faz parte de uma geração de poetas que trilhou a diplomacia e bebeu da fonte de modernistas, como Oswald de Andrade. Junto com  Cacaso, Chacal, Geraldo Carneiro e Roberto Schwartz, compôs o Grupo Frenesi. Sua carreira literária está diretamente ligada a Brasília. Seu primeiro livro, Sol dos Cegos, de 1968, foi publicado aqui.

Hoje, Chico Alvim é capa do Jornal Correio Braziliense, porque está lançando um novo livro, depois de onze anos sem publicar. "O Metro Nenhum" chega às livrarias com o melhor da sua poesia, nos últimos dez anos. E ele continua um exímio observador do cotidiano. Um sagaz tradutor do óbvio em poesia. Como nesta que eu faço questão de publicar e que, certamente, fará o seu dia ficar mais leve.

Histórias de Neto

São muito chatas
Mas esta vale a pena
a babá
mocinha de treze catorze anos
resistiu o quanto pôde
mas acabou que 
confessou tudo
Só que tudo era outra coisa
muito pouco
quase nada
cinco reais um lençol um quilo
de arroz
o Cartier, negou
Ele três aninhos só ouvindo
e
de repente:
(nunca vi criança tão inteligente)
Mas que perigo
podiam ter roubado
 a minha chupeta

domingo, 11 de setembro de 2011

Há dez anos...

Naquele dia, eu estava em minha mesa de trabalho, com a TV ligada. Eu estava secretário de comunicação da Prefeitura Municipal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Uma terça-feira comum, como outra qualquer. Até que a programação das principais emissoras de TV do país fosse interrompida, por uma notícia urgente.


A primeira informação era a de um grave acidente aéreo, envolvendo uma das torres gêmeas, símbolo máximo da arquitetura e do “american way of life”, em Nova York. Informações confusas, repórteres emitindo falas vagas, surpresa e apreensão.

Com um telefonema, interrompi uma reunião do prefeito, à época, André Puccinelli, para avisar-lhe do acidente. Ele estava fora da prefeitura, participando de uma reunião na secretaria do Desenvolvimento Econômico e do Turismo. Ele registrou o fato sem dar muita importância. Seguiu a reunião.

Não demorou muito, quando algumas emissoras de TV já transmitiam ao vivo as cenas do primeiro acidente, o mundo inteiro se deu conta da singularidade do momento. Um segundo impacto pode ser assistido, ao vivo e a cores, por milhões de pessoas: a outra torre, atingida por outro avião. Veio a certeza de que os Estados Unidos estavam sob um ataque terrorista.

A tese se confirmou com a notícia de dois outros episódios: um avião atingindo o Pentágono e outro, que voava em direção à Casa Branca, caído em uma rota anterior ao alvo. A reunião do prefeito André e de seus assessores foi interrompida definitivamente. Os olhos de todos, atônitos, ficaram grudados na programação das TVs. Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, como de resto no mundo todo, aquela terça-feira, 11 de setembro de 2001, acabara de entrar, definitivamente, para a história.

Os desdobramentos desse episódio, todos conhecem.

O sofrimento de quem estava lá e morreu. O sofrimento de quem não estava lá, mas tinha parentes, amigos, conhecidos, e os viram morrer sem poder fazer nada. O sofrimento de quem lutava pra salvar alguém ou algo em meio aquele caos. O sofrimento, enfim... Todo tipo de sofrimento que derivou daquele momento.

O terror mirou nos Estados Unidos e acertou no mundo inteiro. A reação americana foi dura. O prenúncio de uma terceira guerra nunca esteve tão mais vivo. Mas esta seria uma guerra diferente. Sem um inimigo presencial. Seria o poderio bélico de americanos e aliados contra um inimigo suposto, invisível e midiático. Um inimigo com ramificações microscópicas, um polvo tecnológico de proporções imensuráveis.

Dez anos se passaram até que o ícone do terror, Osama Bin Laden, fosse capturado e morto. Milhões de dólares gastos, pelo menos duas grandes crises financeiras mundiais, pequenas e significativas revoluções políticas em países do oriente médio, milhares de soldados e civis mortos em uma guerra sem fim ao terror...

O mundo, definitivamente, é outro, hoje. Olhando para trás, ainda guardo o impacto daquelas explosões. No transcorrer do tempo penso que perdemos mais do que ganhamos. Perdemos o sossego, a tranqüilidade. Em alguns casos, perdemos a confiança, perdemos a noção do que é seguro. Perdemos direitos elementares – como o de ir e vir, a qualquer hora, para qualquer lugar e a qualquer momento. Como eu disse, todos, perdemos mais do que ganhamos.

Olhando para frente, carrego comigo uma certeza: A grande vítima desse longo episódio atende pelo nome de Liberdade. E é em nome dela que faço essa pequena reflexão. Torcendo internamente, com toda a minha força, para que um dia, a liberdade possa, de novo, abrir suas asas sobre o mundo. Sobre todos nós.

sábado, 10 de setembro de 2011

As ruas de Borges


"Os poetas, como os cegos, podem ver no escuro"

Jorge Luis Borges

O meu amor por poesia não é segredo pra ninguém. Pela escrita de Borges, também não. Hoje, vasculhando a blogosfera, encontrei esta pequena homenagem, feita em forma de filme, ao escritor e poeta Jorge Luis Borges, argentino dos mais universais com que já tive contato.

O filme foi feito pela Zeppelin Filmes, de Porto Alegre. Foi captado no inverno de 2010, em Buenos Aires e em Capilla del Señor, na Argentina. Dirigido e captado pelo Ian Ruschel, um jovem diretor, de 26 anos, com uma Canon 5d. Editado e finalizado no Final Cut Pro utilizando o Twixtor, Knoll Light Factory e Magic Bullet.  Alcidez Zonco é o ator que interpreta Borges. E a trilha sonora é de Gustavo Santaolalla – 21 – The Motorcycle Diaries Soundtrack


É poesia pura.

Buenos Aires: Las Calles de Borges from Ian Ruschel on Vimeo.

Lana Del Rey


Bom dia, comunidade!!!

Pra começar o sábado, Lana Del Rey. O novo fenômeno da música mundial. Ela ainda nem lançou seu primeiro disco (o que deve acontecer em um mês) mas já arrebata corações e mentes por este mundo a fora.

Assistindo os dois primeiros videoclips liberados pela guria, a gente não tem muito do que discordar. O primeiro, Video Games virou febre na internet e teve mais de 70 mil acessos em um mês. A promessa da gravadora é que no dia 11 de outubro o disco chegue às melhores casas do ramo, em todo o mundo.

No segundo, Blue Jeans, a moça esbanja a imagem retrô e uma voz marcante, digna das grandes damas da música internacional. Olha só, veja se não é pra comemorar:



quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Olhar de fotógrafo

Os balões que eu enxerguei, de manhã, abriram o meu dia. Agora há pouco, Ronaldo Ferreira me mandou uma foto de balões, que ele enxergou. Pra fechar o dia. Nem uma palavra a mais, nem uma a menos. Os Balões de Brasília, pelo olhar de Ronaldo Ferreira.

Balões de Brasília

Indo para o trabalho, hoje de manhã, deparei-me com o céu cheio de balões. Eles estarão aqui até o domingo. Participam de um campeonato nacional de balonismo. De dentro do carro, em meio ao trânsito nada cristão das manhãs brasilienses, o colorido dos balões no céu azul funcionava como um bálsamo.

Um pensamento fugaz, de criança, me invadiu a mente: "Vou esticar as mãos e pegar um pra mim".

Paseros y changarines

Acabo de receber o convite para a abertura da nova exposição do meu amigo Pablo Rey, fotógrafo e produtor argentino, que conheci em Cochabamba, na Bolívia, durante o processo de finalização do roteiro do documento-ficcional "Teoponte, voltaremos às montanhas". Sobre Pablo, já falei aqui. E quem quiser conhecer um pouco mais sobre o projeto Teoponte, pode clicar aqui.

Pablo inaugura dia 15 de setembro, no Centro Cultural Borges, em Buenos Aires, uma exposição fotográfica chamada "Paseros y Changarines", que numa tradução livre para o português pode ser compreendido como "Andarilhos e biscateiros".

O texto que explica a exposição é instigante e traz a marca do trabalho que o Pablo faz. Confira aí:

Andarilhos e Biscateiros


Clorinda vive da fronteira. Sua condição de cidade vizinha a Assunção, Capital do Paraguai, a faz única. Lotada de comércios, postos e depósitos a cidade se transforma em um funil para a Passarela da Fraternidade. Quarenta metros de uma ponte de madeira que cruzam um riacho-limite inexistente.

Eles chegam de bairros periféricos de Clorinda, ou vêm de outra localidade, Porto Elsa, também no Paraguai. Chegam sós, com amigos, com um filho, ou com tudo isso junto. Famílias de andarilhos e biscateiros. Uma condição do destino ou um fardo de herança. Trazem estopa, corda e muita disposição para trabalhar.

Reúnem-se em uma longa espera, jogam baralho, contam piadas. Misturam-se os idiomas, as risadas, o rádio e o silêncio. Conhecem-se desde sempre. Porque desde pequenos fazem esse mesmo caminho. Dia a dia ocupados, desocupados eternos.

Aos amigos de Buenos Aires e aos que estiverem passando por lá nestes dias, não deixem de conhecer o trabalho do Pablo. Quem não estiver, pode clicar aqui e ver todas as imagens da exposição.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Um caso a mais

Porque é de uma beleza sem par. Porque é feriado. E porque é bom de ouvir. Margareth Menezes e Luis Represas. Um caso a mais.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Abelha e Rosa

Estátua em homenagem a Guerra Junqueiro.

Rosa Damasceno
Guerra Junqueiro e Rosa Damasceno são personagens culturais de um Portugal que já não existe. Eles nasceram e viveram entre o final do Século 19 e início do Século 20.

Junqueiro foi advogado, escritor, poeta e jornalista. Sua poesia e seus textos, relatam os registros históricos, deram uma contribuição preciosa para criar o ambiente revolucionário que resultou no fim da monarquia e na implantação da República Portuguesa.

Rosa Damasceno era filha de militar. Nasceu na cidade do Porto e, muito cedo, enveredou pelo ofício de atriz. Depois de relativo sucesso no Alentejo, transferiu-se para Lisboa e viu crescer o seu trabalho e o seu reconhecimento. Antes de morrer, Rosa fez uma digressão ao Brasil, passando pelo Rio de Janeiro e por São Paulo.

Hoje de manhã, na minha rotineira visita aos blogs amigos, encontrei algo simples e delicioso de ler. Uma quadrinha publicada, acreditem, naqueles tempos. Suponho, uma ousadia para a época. A quadra foi resgatada e está postada, inclusive com a imagem dos originais, no blog Dias Que Voam.

Não à toa, Tereza, minha amiga blogueira, se confessa surpreendida. Não imaginava um Guerra Junqueiro menos sisudo que o da imagem publicada no alto deste post.

Agora que já conhecem os personagens, eis o poema em questão, dedicado por Junqueira à Rosa.

Uma pergunta curiosa,
Não me dirás, flor vermelha,
porque é que Deus te fez Rosa
e a mim não fez abelha...  

Original do poema escrito por Junqueiro e dedicado a Rosa


sábado, 3 de setembro de 2011

Proteção

Encontrei essa foto postada no Facebook da Ana Lúcia Orsi. A ana é uma grande amiga dos tempos de Campo Grande. A foto, não sei quem fez. Também não sei se foi tirada em sua fazenda. Mas ela fala por si.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Música de Brinquedo

O Pato Fu é um grupo mineiro que já embalou muitas das minhas noites e viagens. A voz, doce e pouca, de Fernanda Takai me remete sempre a um time de grandes musas da MPB, capitaneadas por Nara Leão. Além da delicadeza da voz da Fernanda, o grupo ocupa a vanguarda da nova música brasileira pela criatividade e pela ousadia.

Há pouco tempo, eles decidiram brincar. E, brincando, colocaram brinquedos entre os equipamentos da banda para rodarem o Brasil entre 2010 e 2011, na turnê do disco que se chama, não por coincidência, Música de Brinquedo. Em abril deste ano eles desembarcaram  em São Paulo, no auditório do Ibirapuera. Era uma tarde de domingo. E eles aproveitaram para encher aquele espaço nobre com música tiradas de brinquedos e para gravar um DVD com o show.


A apresentação em São Paulo foi um marco na turnê. Muita gente conhecida e famosa, como se pode perceber no vídeo de bastidores das gravações. Entre outros estavam lá, Zé Ramalho, Ritchie e Rita Lee. O DVD Música de Brinquedo, Ao Vivo chega às lojas agora, em setembro. Mas o Pato Fu já disponibilizou na internet, um preview do que vem por aí. Aperte o play e curta:



Pegando, na sexta!

Gabriel entrou no carro cantarolando essa música. Pegou na minha cabeça. É bom começar assim a sexta-feira. Pegando aquela criatura. Procurei uma versão com a Cassia Eller, que foi a que mais me marcou. Mas achei com o Caetano, que também é boa. Também faz jus. Então, tá ai. Pra esquentar os tamborins.