sábado, 26 de fevereiro de 2011

Cantada goiana - Quem resistiria?

O beijo - óleo sobre tela de Gilberto de Abreu - 1997
Kameni, filha de Marquinhos (um jornalista, amigo desde os tempos da UNISINOS) e amiga de Mariana, minha filha,  foi pra Goiás. Voltou impressionada, maravilhada mesmo, com uma cantada que recebeu.

A forma singular (ou plural) do goiano se expressar carrega uma  inconfundível mistura. Algo que nasce lá, bem dentro, no interior de Minas Gerais. Algo que vem dos sertões e que assimila o jeitão da cidade grande sem perder a sua riqueza semântica jamais.

Por conta disso, a fala sai catanda e de um modo muito peculiar. Encurtando as palavras, invertendo a ordem das frases, atribuindo novos sentidos aos verbos, o "goianês-amineirado", em sua simplicidade cabocla é capaz de criar pérolas como esta que descrevo a seguir, dita por alguém que se apaixonou à primeira vista, pela a beleza da menina:

"Mô, pirei no sorriso seus. Cumé que organiza preu beijar a boca suas?"

Eu não sei se a Kameni caiu. Mas só a originalidade da cantada já valeria mais que um beijo.

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