quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Encontros virtuais e amizades reais

Marcia - Olá, Maranhão. Um e-mail que você mandou para outra pessoa, falando de textos novos em seu blog, veio parar em minha caixa de mensagens. Não achei ruim, não. O blog é bom, os textos também. Fiquei preocupada porque, talvez, a pessoa para quem a mensagem foi originalmente destinada pode não tê-la recebido. Abraço, Marcia.

Maranhão - Querida Marcia. Não houve engano, não. É que você faz parte de uma lista de pessoas com as quais me correspondo com certa freqüência. É uma lista de leitores do meu blog. Para preservar o endereço das pessoas, mando para um integrante do grupo, com cópia oculta para todos os outros. Não se preocupe, o e-mail chegou para quem devia e muito obrigado por visitar o meu blog e gostar do que encontra por lá. Abraço, Maranhão.

Marcia - Mas, peraí! Eu não tenho hábito de ler blogs, não o conheço, não sei como fui parar na sua lista pessoal de leitores. Você pode me ajudar a entender? Marcia.

Maranhão – Querida Marcinha! Eu penso estar falando com a minha amiga jornalista, com quem trabalhei por quase três anos na TV. Se for, deixe de onda , abra logo uma cerveja – mais uma, certamente - e saboreie os textos.

Se não for a Marcia que eu conheço, peço desculpas pela invasão virtual. Não foi proposital. Mesmo assim, reforço, seja bem-vinda ao mundo dos blogs. E ainda bem que você começou pelo meu. Espero que não se incomode e continue a ler meus textos. Mas lhe asseguro, vou compreender se a sua decisão for a de pedir a retirada do seu nome da minha lista. Abraço, Maranhão.

Marcia – Não, não sou a sua amiga Marcia Jornalista. Sou a Marcia, pessoa comum, tradutora e vivo no interior de São Paulo. Mas por favor, não tire o meu nome da lista. Gosto dos textos e quero continuar a ser informada sobre novas postagens. Quanto à cervejinha, é uma boa idéia. Já abri uma aqui, nesse momento. Abraço, Marcia.

A história descrita aqui aconteceu de verdade, na noite do último domingo. Foi uma troca de e-mails que começou perto das dez da noite e acabou quase à meia noite. É portanto uma história real, apenas com alguns detalhes de identificação dos personagens preservados, para evitar novas invasões virtuais.

E assim, a Marcia tradutora, que não era a Marcia jornalista, entrou por acaso na minha lista de leitores e, por que não, na minha vida. É essa boa junção casual e imprevisível, que a internet proporciona, o que mais me fascina. Um acaso virtual promovendo uma amizade real. No mundo em que as amizades verdadeiras e despretensiosas são cada vez mais raras, é um bom motivo para se comemorar.

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