quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Quem de nós...

Tarzã e sua inseparável amiga, Chita
Quem da minha geração não guarda na memória o grito do Tarzan, imortalizado no cinema pela figura de Johnny Weissmüller? As aventuras do Rei da Selva ocupam lugar especial no meu relicário imagético infanto-juvenil.

Hoje, abri o computador e corri os olhos nas notícias. Muitos acidentes, muitas tragédias, muitas dúvidas e muita futilidade. Escondida em um canto de página, a notícia que me fez vidrar os olhos e me remeteu ao passado: Chita, a macaca que interpretou a inseparável companheira de Tarzã, nos filmes da década de 30 do século passado, morreu aos 80 anos, num santuário de animais, na Florida, na noite de Natal.

Chita, Boy, Tarzã e Jane
Chita viveu o dobro do que se tem de expectativa de vida para os macacos. Durou mais até do que o seu companheiro Tarzã. Johnny Weissmüller morreu aos 79 anos, em 1984.

Para os que não tiveram a chance de ver Tarzã em ação, resgatei um filme curto, são apenas dez segundos, suficientes para traduzir o impacto desse som na memória de quem, criança como eu, ficava arrepiado toda vez que o Rei das Selvas se impunha, literalmente no grito, diante de uma nova aventura.




 

2 comentários:

  1. Em 1961 conheci no Rio de Janeiro um Tarzã.
    Corpo atlético e o grito de Tarzã ele tinha.
    Às 11:00 da noite, a exclamar "resto, resto", fazia seus pratos ao esvaziar todas as panelas com as sobras do jantar das 8:00. Depois deste jantar ele retirava do cinto uma dezena de garrafinhas contendo bebidas alcoólicas coloridas que sempre carregava. E então, sem camisa, levantava os fortes braços, estufava o peito e soltava um potente grito de Tarzã.
    Era o enlouquecido e inofensivo advogado Edmur Oliva, morto num botequim ao sacar uma arma de brinquedo.

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  2. Viegas,
    Também me lembro de um Tarzan. Era 1962 em um apartamento na Rua Barata Ribeiro. Físico e grito de Tarzan ele tinha.
    Às 11:00 da noite retirava o seu cinto que era enfeitado por umas inseparáveis garrafinhas de bebidas alcoólicas coloridas levadas e consumidas por ele. Enquanto entusiasmado dizia "resto-resto", seguia a esvaziar todas as panelas de uma bagunçada cozinha, com o que sobrara do jantar das 8:00. Esquentava e comia aquilo. À meia noite com braços erguidos e peito forte estufado, soltava então uns sonoros e potentes gritos de Tarzan. Era o inofensivo e doido advogado Edmur Oliva, morto algum tempo depois ao sacar em um botequim do Rio seu também inseparável revolver de brinquedo.

    Abraços,

    Matta

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