sábado, 24 de dezembro de 2011

Existem coisas na vida

Alzira Espíndola
Alzira Espíndola é dessas pessoas que pertencem à minha vida sem que eu me dê conta. Busquei no tempo quando foi que nos encontramos pela primeira vez. Foram várias, mas uma está inscrita sem que alguém possa tirar. Nem eu mesmo.

Eu era repórter da Globo em MS. E fui cobrir um show da Família Espíndola, junto com Almir Sater, Paulinho Simões e um tanto de outros amigos comuns àquela terra. E, por que não, ao Brasil.

Foca que eu era, me empolguei. Me encantei com as músicas e fiz uma reportagem de 18 minutos, para um telejornal local que tinha ao todo 20. E como o editor era o Ciro de Oliveira, outro apaixonado por música, a reportagem foi ao ar como eu a escrevi, do jeito que eu imaginei.

Quase fui demitido. Em parte, devo a minha permanência na TV à sensibilidade do "seu" Jorge Zahran e ao poder de argumentação do Ciro. E, claro, à qualidade da música dos Espíndolas. Foi nesse dia que Tetê, Alzira, Geraldo (pra ficar nos três mais conhecidos) entraram na minha vida, definitivamente.

Hoje, ao chegar em casa e abrir o computador, vejo um recado postado no Facebook da Alzira: "Ney Matogrosso me ligou e mandou escutar. Corri pro quintal. Era mais uma parceria minha e do Itamar Assunção, de um tempo que eu nem me lembrava mais. Não importa o ano. A vida de cada um de nós repleta de momentos incíveis".

Faço minhas as palavras de Alzira. Obrigado, Ney. Obrigado, Alzira. A vida segue. Com momentos cada vez mais incríveis.

   

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