segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Minha casa

Meu avô, minha avó, eu, minha irmã e minha mãe. E minha casa.
A primeira vez que escutei essa música, eu chorei como criança. Não de tristeza. Chorei de uma dor  que costuma dar na gente, ao fim do dia. Dor de melancolia. Dor de criança saudosa. Dor de estar vivo e de lembrar. Dor de alegria.

Lembrei de gente que me faz sentido. Meu avô, Opílio e a terra de onde ele veio, Alcântara. Minha avó, Antonieta e a terra onde ela nasceu, Viana. E as coincidências que a vida me deu. Os nomes iguais e diferentes. O nome que meu pai, Inocêncio, e minha mãe, Isabel, me deram: Inorbel. E o que eu mesmo tratei de conquistar, Maranhão.

E o Maranhão que trago em mim é o que me faz ser Inorbel e ser tudo o mais. O Maranhão, é também o Nuca, o Bel, o Inor... E todos eles são a minha casa. A casa onde eu sempre morei.

 

5 comentários:

  1. Tudo se mistura na beleza do seu escrito nessa manhã.A música do ZECA que amo, tua forma sensivel de lembrar e as lembranças carinhosas que conservo de ti.Mil bjs!

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  2. Todos os teus "meus" se misturam à música, a poesia e as histórias de tantos outros. Por isso é tão bom te ler. Aqui, da minha casa.

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  3. Obrigado pelo carinho, Laurinda e Olívia. Minha irmã, Isabel, também me escreveu. E eu divido com vocês o recado que ela me enviou.

    Isabel escreveu: "O nº 93 da Av. Rui Barbosa, na Madre Deus, em São Luis do Maranhão será sempre a nossa casa, não importa se tenha hoje outro dono ou outra cara. Aquele lugar tem lugar cativo na nossa memória. Bjos. Isa"

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  4. Tem dias que a 'casa' das nossas lembranças é o único lugar seguro. Também tenho saudades das casas de minha infância. bj

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  5. Oh! Leninha, saudades de vc. Casas da nossa infância têm sempre um lugar especial na nossa memória. Beijo.

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