quarta-feira, 15 de junho de 2011

Meia lua inteira

Metade inteira
Metade meia
A lua se disfraça
Num claro/escuro
de dar inveja

a qualquer poeta
a qualquer pintor
a qualquer amante
a qualquer amor

Meia lua inteira
Meia lua cheia

A metade que me completa
E a que me ausenta
se encontram
no céu de Brasília

Nem minha, nem de niguém.
Lua incompleta
dos meus sonhos
do destino,
de mim mesmo

(poesia de Maranhão Viegas para foto de Pedro Ventura, nessa noite de eclipse lunar)

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