quarta-feira, 7 de março de 2012

A música e o tempo


Nesta terça-feira, 06.03, o guitarrista David Gilmour completou 66 anos de idade. Pra quem não sabe, esse inglês entrou para a história à frente do grupo Pink Floyd, ícone do rock psicodélico que marcou o fim dos anos 60 e início dos 70.  O Pink Floyd acabou, mas David continua por ai, aprontando das suas.

Dias destes, entre uma reunião e outra, meu amigo Oto Guimarães revelou-me uma preciosidade musical que tem tudo a ver com Gilmour e que merece um registro no dia de hoje.  Um cruzamento entre música e tempo onde o que menos importa é a distância ou o estilo.

Na linha inexorável do tempo, uma música composta por Georges Bizet, o autor da ópera Carmem, criada há mais de 150 anos, aportou nas cordas da guitarra de Gilmour, para brilhar com outra intensidade nos dias de hoje. É uma prova de qualidade e de beleza. É uma homenagem aos dois, mas sobretudo, à manhã de quarta-feira. Quem sabe, ao som de Je Crois Entendre Encore o dia se torne mais leve. Quem sabe...




Je Crois Entendre Encore

Je crois entendre encore
Caché sous les palmiers
Sa voix tendre et sonore
Comme un chant de ramiers.
Oh nuit enchanteresse
Divin ravissement
Oh souvenir charmant,
Folle ivresse, doux rêve!

Aux clartés des étoiles
Je crois encor la voir
Entr'ouvrir ses longs voiles
Aux vents tièdes du soir.
Oh nuit enchanteresse
Divin ravissement
Oh souvenir charmant
Folle ivresse, doux rêve!

Charmant Souvenir!
Charmant Souvenir!

Je Crois Entendre Encore (Tradução)

Eu espero entender ainda
Oculta sob as palmeiras
A sua voz terna e sonora
Como um canto de pombo-torcaz
Oh noite fascinante
Divino êxtase
Oh recordação admirável
Louca embriaguez, doce sonho!

Nos brilhos das estrelas
Espero ainda vê-la
Descobrir um pouco seus longos véus
Aos ventos tépidos/mornos da noite.
Oh noite fascinante
Divino êxtase
Oh recordação admirável
Louca embriaguez, doce sonho!

Admirável Recordação!
Admirável Recordação!



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