domingo, 6 de novembro de 2011

Num futuro próximo

Acordei com uma mensagem do coronel Dal Molin. Ele escreveu muito pouco. Mandou apenas um link, cujo conteúdo falava em um futuro próximo. Abri. Sim, é uma propaganda de um grupo que desenvolve tecnologia de comunicação. Mas o vídeo vai além da propaganda.

Não consegui parar de ver. Foram cinco minutos em que a vida deu várias cambalhotas e a cabeça ficou tonta. Inevitával lembrar dos tempos em que eu ouvia meu pai falar de um tal "Flash Gordon". A TV transmitia em preto e branco, imagens de um mundo de maquetes e marionetes que simulavam um futuro distante. Tudo muito fake, se visto com o olhar de hoje. Tudo impressionante quando a gente via com o olhar daquele tempo.

E eu pensava - talvez não viva para ver essas coisas funcionando. Bobagem. Estou aqui, em Brasília, nesse início de Século 21 usando coisas que sequer tive condições de imaginar no passado. E de novo me pego pensando em coisas que me deixam impressionado. Mal alcancei o futuro e ele já se faz distante novamente.

Num futuro próximo tudo o que vai nos restar de relação real será o toque. Tocando em telas alcançaremos o infinito. Um mundo virtual em sua versão mais complexa. Nem o pensamento estará isento de ser alcançado. Num futuro próximo, a intimidade será o toque. Exatamente como começou, na Idade da Pedra. O toque. Lá atrás, para alcançar a realidade. Lá na frente, para invadir o futuro. Num futuro próximo daqui. 

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