segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Presente

Hoje, Fernando Barros, um novo/velho amigo, me mandou um presente. Uma imagem. Xangô. O Deus do Fogo, da Justiça, dos raios e trovões. Deus do amor. Tenho razões pra imaginar que ele já estava a meu lado há muito. Desde os tempos de minha avó, Antonieta. Desde os tempos da Madre Deus. Desde quando eu me entendi por gente.

Mas ele nunca esteve tão ao meu lado como hoje. Valeu, Fernando. 2012 vai ser melhor. Está escrito.


sábado, 14 de janeiro de 2012

O direito ao delírio

De novo, acordei com os pássaros (quase uma rotina, uma agradável rotina, nestes dias de descanso). Lá fora, o tempo avisa: Está quase chegando a hora de regressar. Por isso, há uma chuva fina e persistente. Ainda assim e também por isso, o dia com chuva lá fora é magnífico.

Tenho vontade de entender a perfeição da natureza. Algo que faz, por exemplo, os pássaros seguirem cantando, independente de haver chuva ou fazer sol. Festejam algo, que eu desconfio ser a vida.

Embalado pelos passarinhos, resolvo celebrar produzindo algumas linhas. Abro o computador. Consigo uma nesga de conexão com a internet e vejo que acaba de chegar um e-mail do Celso Grecco. Ele me escreve e eu reproduzo, porque vale a pena:

"Meu amigo,
A propósito (acho) do filme Um Conto Chinês, dia desses falávamos sobre palavras e expressões que só podem ser expressas na língua em que foram criadas, como o espanhol. Olha que video lindo, um texto daqueles que eu queria ter escrito e se o tivesse escrito, acho que descansava em paz e não precisava escrever mais nada. Tem legendas que o traduzem e traduzido também ficou bonito.

Abraços!
Celso."

O texto a que se refere o Celso é em verdade um vídeo de sete minutos e pouco, que contém uma entrevista do escritor uruguaio (autor, entre outros tantos livros, de As Veias Abertas da América Latina), Eduardo Galeano. Galeano é um velho conhecido meu. Não de convivência mútua. Em verdade, ele nem sabe da minha existência. Eu o conheço e o admiro das páginas dos livros, que consumo desde a universidade. E devo dizer que a cada nova leitura, mais surpreso, mais encantado com a sua escrita eu fico.

Como agora, neste exato momento em que o Celso, certamente, lá de Portugal, me faz assistir essa "leitura" e me obriga a concordar com as suas palavras. Eu, como o Celso, fico aqui me perguntando: Como não fui eu que fiz?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Short cuts sexta 13


Os pássaros

Acordar com os pássaros é uma delícia. Em dias de férias, desliguei meu relógio biológico. Em casa, acordo sempre entre cinco e cinco e meia da manhã. Aqui, acordo com os pássaros. Eles chegam sempre por volta de sete da manhã. Fazem uma algazarra na árvore que fica em frente à janela. E se mostram, e se exibem, como se esperassem a foto, como se a confiança houvesse desde sempre entre nós. É sexta-feira, 13. E nem por isso eles deixam de festejar.

Livros

Marina - É um livro fantástico, do escritor espanhol Carlos Ruiz Zafón. Ele não é novo, foi escrito por Zafón em 1999, mas a tradução e primeira edição brasileira é da Objetiva, e chegou às bancas no ano passado.

A história, uma ficção, é ambientada em Barcelona, no começo dos anos 80. Mistura um pouco do suspense de Hitchcock, com o realismo fantástico de Garcia Marques, com o trailer policial de Ruben Fonseca.

É uma bela história contada a partir do universo imaginário de dois adolescentes. Mas, ao misturar magia, mistério e aventura Zafón consegue imprimir uma velocidade correta ao texto e prender seus leitores, de todas as idades, da primeira à última página do livro.

O Livro do Boni - Eu terminei de ler hoje. O Boni é daquelas figuras que divide opiniões naturalmente. Há quem ame e há quem odeie. Eu prefiro reconhecer que a história da vida dele se confunde com a história da televisão no Brasil. Sem resvalar em julgamentos apaixonados. E sendo assim, reconheço que ele tem lugar garantido entre aqueles que tiveram coragem e determinação para vencer as limitações impostas pelo tempo e ousar.

Num país que se acostumou a consumir programas de televisão como quem consome gênero de primeira necessidade, é inegável que a persistência dele tem parte muito relevante na qualidade de produção que a TV brasileira alcançou.

Boni, em um texto autobiográfico, leve e fácil de ser lido, passa em revista o fim dos anos de ouro do rádio no Brasil e traduz com muita propriedade o início dos tempos da TV. Ele não tem a impetuosidade de um Assis Chateaubriandt, mas protagonizou alguns dos episódios mais marcantes da televisão, sobretudo no que diz respeito à história da TV Globo.

O livro é envolvente e necessário para compreender uma parte da história que a gente se acostumou a ouvir de forma apaixonada. É, em resumo, a versão do Boni para alguns fatos importantes tanto para quem, como eu, é jornalista e passou pela Globo um dia, como para quem quer apenas conhecer melhor a história da construção desse ícone da comunicação brasileiro e mundial.

A máquina de fazer espanhóis – Estou devorando. É o meu primeiro contato com a literatura de Valter Hugo Mãe, um escritor angolano, vencedor do prêmio literário José Saramago, em 2007, que aliás, declarou que consumir a literatura de Hugo Mãe equivalia a assistir a um novo parto da língua portuguesa. Valter é também poeta, artista plástico, Dj, vocalista da banda de rock Governo e editor. Já publicou em seu país autores brasileiros como Ferreira Gullar e Caetano Veloso. A máquina de fazer espanhóis foi o segundo livro de ficção mais vendido em Portugal, em 2010.

Babel na praia

Ontem estivemos em um restaurante que é a mais completa tradução do que se possa imaginar de uma babel na praia. O nome remete a um bordão de novela de grande sucesso na Globo e que se passava no Marrocos – Inshalláh. A decoração toda nos remete para o oriente e o local é montado especificamente para a temporada de verão. O dono, um uruguaio, tem uma casa em Montevideo e outra em Garopaba. E fica por aqui sempre até a páscoa.

Os atendentes estão vestidos como marroquinos. A comida é italiana – pizza e pastas. E a música, ah, a música... É o que há de mais surpreendente. Um dos melhores grupos de chorinho brasileiro que já assisti nos últimos tempos. Formado por quatro instrumentistas... URUGUAIOS. A mistura toda pode soar estranha. Mas o resultado é mais do que perfeito.

Conversei com um dos integrantes da banda, o Martin. Ele me explicou que ao todo são dez integrantes, todos apaixonados pelo chorinho brasileiro e que resolveram fazer disso a razão de viver. A banda "La Choronna" existe há cinco anos, já gravou dois discos e há dois anos resolveu trocar as "calles" de Montevidéu pelos palcos de Floripa.  Viva a globalização!





O mar

Pra fechar, o mar. Que não precisa de palavras. Que não precisa de descrição. Que tem melodia própria. E que nos brinda a cada dia com uma paisagem diferente.




quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Certeza pouca e necessária

Há palavras e significâncias que só se sabe por aqui, por estas bandas. Gabriel, meu filho, já é um homem, mas desde menino gosta de um tal refrigereco que atende pelo nome de "Laranjinha". Uma especiaria gaseificada que, desconfio, não se encontra em nenhum outro lugar do mundo senão aqui, em Garopaba.

A Mara adora um sorvete feito pela Gelomel - uma sorveteria local de "renome internacional".  O sorvete atende pelo nome de "Skimó" e é uma cópia bastante melhorada (dizem os apreciadores) do Eskibom, feito por uma multinacionalzinha qualquer, dessas que se encontra em todo lugar. 

Os dias aqui são incomuns. Há nuvens de chuva no ar. Acordo com o barulho da chuva. Penso que vai ser dia de leitura. Num instante, Zás! Uma lufada mais forte de vento. Não um vento comum, o " Vento Nordeste". Um tipo de vento que permeia as histórias, a cultura, a meteorologia e a mística deste lugar. Como num passe de mágica, o sol toma conta da manhã. Sim, há que ser mágica, não tem outra explicação.

Aulas de surf nas areias, antes de entrar nas águas frias de Garopaba; uma balada no Café Mormaii; barracas montadas na beira da praia antes de qualquer vivente chegar por lá; uma passada no mercado Silveira e um linguado à milaneza no Zanoni.  São situações aderentes a este universo praiano em que nos escondemos uma vez por ano, a pelo menos doze.

A igrejinha da cidade divisando a montanha e a praia dos pescadores. O falar cantado dos hermanos... No fim do dia, uma corrida solitária, já com a tarde virando noite. Céu de veludo estrelado, o vento Nordestão zunindo sem espantar ninguém. E uma única certeza, pouca e necessária: O tempo aqui tem outra medida.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Lo cine, la cerveza, los hermanos

Nestes dias de verão, o "acento" castelhano soa como música nas praias catarinenses. Por aqui, eles, los hermanos, são como parte integrante  do cenário, já faz anos. Houve tempos mais ariscos. Agora, creio que a convivência se dá de forma menos irritadiça. Caminhamos ao centro, eu diria. Ao centro do entendimento, do respeito mútuo, da elegância, da gentileza. Claro, há sempre as exceções, mas elas servem apenas para justificar as regras. E a regra básica é "mi playa, su playa".

Com "los hermanos" temos muito o que aprender. No cinema, por exemplo. Antes de sair de Brasília tive a oportunidade de assistir "Um conto Chinês", com o extraordinário Ricardo Darin, em minha opinião o mais importante artista de cinema da Argentina nos dias de hoje. O filme é um poema à solidariedade. Para os que ainda não viram, ele já existe nas locadoras. Escolha de olhos fechados. E quando for assistir, abra bem os olhos.

Agora há pouco, vasculhando a internet, descobri uma nova publicidade de uma das mais famosas cervejas argentinas, a Quilmes. É sem dúvida uma das propagandas mais interessantes que vi neste começo de ano. Primeiro, porque vende cerveja sem mostrar bundas, sem apelar para a sexualidade. Segundo, proque não foge do embate Homem X Mulher, mas trata a questão com absoluta maestria e bom humor na medida. Clic o play e saboreie. De preferência (se tiver oportunidade) com uma Quilmes bem gelada.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Da janela

Não, não vejo o mar
Da minha janela
Vejo a luz

Ouço o mar
Sinto o ar salgado
A maresia

Não, meus olhos não
Vêem o mar da minha janela.
Mas não faz mal

O mar, em mim, como a Madre D’eus,
Não é de hoje.
É de útero

O Galeão

A velha nau que dá nome ao condomínio está nova. Aldeia do Galeão. É assim que se chama. Há doze anos estivemos pela primeira vez aqui. Este lugar viu Mariana e Gabriel crescerem. Quando menores, eles também adoravam brincar no velho/novo Galeão.

Hoje, sol de verão, vento batendo nas folhas, barulho do mar por trás das árvores, vejo um grupo de pequenos embarcar na brincadeira.

A menininha, líder do grupo, grita bem alto: “Sou o capitão deste barco”, lá do alto, na proa. Outro grito surge – “Eu também sou”. “Não pode, um barco como este só tem um capitão”. “Tá bem, então sou o marinheiro”. “Isso, marinheiro”.

E a viagem começa. A menina assume o leme, põe a mão espalmada acima dos olhos, como se quisesse avistar algo bem longe. Silêncio. Ela então se volta para os outros e grita: “Tem algo errado com esta viagem. O barco não sai do lugar!”.

Penso comigo, não há nada errado, querida. Sem afastar-se um só milímetro dai o Galeão faz viagens incríveis. Ancorado em meio a uma pequena piscina de crianças, ele já percorreu tantos mares que eu nem me arriscaria contar. Basta fechar os olhos. Sentir o vento e navegar.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Vitória da arte

O dia já caminhava para o fim. Plim. Sinal de mensagem no telefone. Me abstraio da reunião. Aciono o celular e vejo que é algo que acaba de chegar via e-mail. Aperto o ícone do envelope e a caixa se abre. Alviçaras!!! Antônio Victor me escreve.

Victor é um velho amigo, maranhense, que brinca de ser corretor de imóveis na maior parte do tempo, enquanto esconde uma preciosa personalidade de artista plástico. Difícil traduzir o que o mundo das artes perde com isso. De vez em quando, o artista escapa e faz coisas de encher os olhos. Na minha opinião, uma hora o artista esconde o corretor. De uma vez por todas. Mas isso é lá com os deuses das artes. Eles é que sabem o tempo certo.

Sobre o victor, já falei aqui no blog. Foram vários textos. Num deles, que batizei de "A ponte, a tela e a foto" contei das coincidências de imagens feitas por pessoas amigas, distintas e distantes, cujo único elo de ligação é a amizade que têm comigo.

Hoje, depois de ler a mensagem do Victor, resolvi dividi-la com vocês. Porque penso que vale a pena. Confira aí:

Caro Maranhão,


Já havia ficado feliz por ter postado em seu blog esse belo texto "A ponte, a tela e a foto" e também pela declaração da amizade que, você sabe muito bem, é recíproca e verdadeira. Agora, quero compartilhar com você outro momento feliz em minha caminhada como artista plástico. Acabo de ser premiado, não por certificado em papel ou troféu, mas pelo encantamento que o meu trabalho despertou nos convidados da vernissage da mostra "treze através treze", que está acontecendo na Galeria Hum, aqui em São Luís.

A mostra reúne 13 trabalhos de artistas plásticos e 13 poemas de poetas maranhenses. Não lembro se você chegou a ver o trabalho com o qual participo. Chama-se "Lira, Belira...Liberdade" e retrata além dos bairros que emprestam nome a tela a nossa querida "Madre Deus", que, segundo você sempre bradava orgulhosamente, é do útero.

Um grande abraço,

Victor

A tela a que o Victor se refere eu já havia visto. É tão linda quanto a ponte que dei de presente ao meu pai. E pela lindeza da tela é que fiz um esforço de ir buscar uma imagem. Perturbei o Victor com telefonemas e mensagens, até que ele conseguisse localizar o quadro. Ele está aí embaixo. Parabéns, Victor! O artista vence o corretor, uma vez mais.

Lira, Belira... Liberdade!


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ser poeta - Trovante

Perdidamente

Luis Represas

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dize-lo cantando a toda a gente!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Começou

Vista Cansada

Otto Lara Resende*

Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa idéia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.

Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

*Otto de Oliveira Lara Resende (São João del-Rei MG 1922 - Rio de Janeiro RJ 1992). Filho do professor Antônio de Lara Resende e de Maria Julieta de Oliveira, faz os estudos primários no Instituto Padre Machado, de propriedade de seu pai. Muda-se com a família para Belo Horizonte, onde inicia, em 1938, a carreira jornalística. Ingressa no curso de direito em 1941.

Formado, transfere-se para o Rio de Janeiro e trabalha em diversos órgãos de comunicação. Estréia com a coletânea de contos O Lado Humano, de 1952, e seu único romance, O Braço Direito, é lançado em 1964. Nomeado procurador do Estado da Guanabara, em 1967, sai do Jornal do Brasil e da TV Globo e muda-se para Portugal, permanecendo no país por dois anos, como adido cultural.

De volta ao Rio de Janeiro, assume a direção do Jornal do Brasil, exercida até o ano de 1974. Passa então a trabalhar como diretor das Organizações Globo, cargo que ocupa durante dez anos. Em 1979, é eleito para a Academia Brasileira de Letras. Em 1991, passa a colaborar com a Folha de S. Paulo, jornal para o qual produz mais de 600 crônicas.

Cronista, contista e jornalista, Otto formou com Fernando Sabino, Helio Pellegrino e Paulo Mendes Campos o mais célebre quarteto literário que o Brasil já conheceu. Nas palavras de Otto, os "adolescentes definitivos". Amantes ardorosos da literatura, eram também portadores de feroz sentimento antifascista. Foram amigos fraternos durante toda a vida e se gabavam de estando só em três, falar mal do quarto, o ausente... (na foto acima: Sabino, Pellegrino, Otto e PMC - foto cortesia do Instituto Moreira Salles).
"Vista Cansada" foi publicada no jornal “Folha de S. Paulo”, edição de 23 de fevereiro de 1992. Ontem, ele foi reproduzido no Blog do Noblat. E hoje, foi o primeiro texto que li e resolvi publicar aqui. Para começar bem o ano de 2012.