sexta-feira, 12 de março de 2010

O kit do Victor vem da Ilha

O kit sobrevivência do Antônio Victor, lá de São Luis, se assemelha ao do Chico Marítimo, lá de Trancoso. Deve ser porque os dois, independente da geografia e da distância, e independente de nunca terem se encontrado a não ser aqui, são homens que vão pro mar. Olha aí o que o Victor mandou:

Maranhão,
Legal esse seu kit de sobrevivência. De fato, os componentes de cada kit vão variar de acordo com as prioridades dos náufragos. Legal também o comentário do Chico (pai do Renzo), trazendo-nos a historinha do Rei. Compartilho dessa filosofia no dia a dia. Nem me empolgo tanto que não possa mais voltar ao chão, nem me afogo em melancolia que não me possa fazer emergir. Portanto, a inscrição no anel do rei é sábia e está certíssima: ISSO TAMBÉM PASSARÁ.
Um grande abraço do Victor

quinta-feira, 11 de março de 2010

Surrealismo


Algo não está certo quando não está certo
Algo está certo quando está
Certo não está
Quando algo
certo
não está

não está
certo
Quando algo
certo não está
Algo está certo quando está
Algo não está certo quando não está certo

(Valho-me de "São" Salvador Dali, pra ficar por aqui. Mesmo)

Kit sobrevivência do Chico Marítimo

Há alguns dias, propus um exercício aos leitores deste blog: Qual o seu kit sobrevivência? O Chico Marítimo gostou da idéia e acaba de mandar o dele. Boa Chico, valeu!!!

Grande Maranhão!
Boa essa do kit sobrevivência. Vamos lá! Certa vez ouvi uma história de um Rei que havia encomendado um Kit desses à sua Corte e, principalmente, aos sábios que nela viviam. Deveria ser algo que lhe valesse extremamente e simultaneamente para as horas mais difíceis e para as de maior alegria de modo que pudesse estabilizá-lo no caminho do meio. Então os sábios da corte apresentaram-lhe um anel no qual havia uma frase. Essa frase era o Kit sobrevivência a que nos referimos então. Ela deveria servir para fazer com que o Rei abaixasse o facho nos momentos de alegria excessiva e, ao mesmo tempo, servir para lhe dar ânimo nos momentos mais difíceis de sua vida. Bem, essa frase ou esse kit dizia: ISSO TAMBÉM PASSARÁ.
Viva!
Chico (pai do Renzo)

quarta-feira, 10 de março de 2010

Tremendão na Brokolis

O Paulo Emílio é um grande camarada. Nos conhecemos fazendo a campanha de Zaire Rezende, em 2000, para prefeito, em Uberlândia. Paulo era o editor de finalização, contratado pela Virtual Cinema e Vídeo, do Marcílio, de BH.

Foi um trabalho e tanto, com uma equipe determinada, que levou Zaire à Prefeitura pela segunda vez. A primeira havia acontecido 16 anos antes.

Depois disso, nos cruzamos novamente em 2004, na eleição do prefeito Athos Avelino, em Montes Claros. Era uma das campanhas mais pobres de recursos. E foi uma das mais ricas em qualidade de produção das que já participei.

A campanha era tocada pela pequena produtora que o Paulo Emílio montou para atender um candidato azarão, que não tinha dinheiro para bancar muito luxo e que ganhou na onda do desejo de mudança que a cidade desencadeou.

A equipe de editores era formada por um grupo de meninos, skatistas, absolutamente irreverentes e sem qualquer compromisso com o quadradismo das fórmulas costumeiras dos programas de TV, do horário político.

Naquele ano, fizemos algumas das mais lindas peças publicitárias que já vi em uma campanha política. Lembro de uma, bem simples, com senhoras da tradicional família mineira. Povo simples, costureiras, católicas fervorosas, dividindo a imagem sacra com a esperança de um tempo novo, melhor. A trilha era brilhante. A imagem, nem se fala.

Em outra peça, duas crianças brincavam em manilhas coloridas, no meio de uma praça, e cantavam um repente conduzidas por uma dupla de cegos. A simplicidade e o lirismo invadindo a praia da política, com a marca dos meninos irreverentes de BH.

Depois da vitória em Montes Claros, Paulo Emílio deu um salto e consolidou a Brokolis, sua produtora. Não demorou muito pra começarem a pipocar os primeiros prêmios nacionais. Um dos primeiros prêmios veio da MTV, pela gravação do clip do Pato Fu. A Brókolis dos meninos, virou Brokolis do Brasil.

Hoje, encontrei o Paulo Emílio numa esquina da WEB. No MSN. E demos boas risadas lembrando dos tempos de campanha e de casos como o de uma empregada que não acertava o nome dele por nada desse mundo. Na pressa para falar ela emendava um nome no outro e criava um neologismo que, aos nossos ouvidos, soava algo como “Seo Baremis”. Foi batismo instantâneo. Por um bom tempo ele foi chamado assim.

Agora ele está comemorando outras conquistas. Me disse, louco de contente, que o Conrado Almada, diretor super premiado, está em definitivo na Brokolis. Conrado ganhou o VMB do ano passado. E durante a festa encontrou o Erasmo Carlos que manifestou desejo de gravar um clip com ele.

A gravação aconteceu na semana passada. Paulinho está radiante com o resultado e encheu de elogios o Tremendão. O vídeo ainda não está pronto, mas curtir o novo trabalho Erasmo já é possível ver na página dele. E, aumenta, que isso aí é rock and roll.




O que já está pronto é o novo clip do Skank, "Noites de um verão qualquer", que pode ser visto aqui, na página de abertura do site da Brokolis. Uma pedrada! A cara da irreverência do Paulo Emílio, do Kona, da meninada da Brokolis.

domingo, 7 de março de 2010

"eu vim de Ilha de Maré, minha senhora"...

É assim que começa uma canção antiga, marcadamente baiana, mas sobretudo, nordestina. Me lembro de ouvi-la muito em minha infância, na voz de Alcione ou de Clara Nunes. É daquelas músicas que quando a gente ouve provocam uma dorzinha lá no fundo da alma e nos remetem ao passado. No meu caso, às ruas e becos de São Luis.

Hoje, recebi uma mensagem da Alene Lins, jornalista que vive na Bahia, que começava com esse trecho da música e relatava uma viagem que ela fez. Passe o dia com a música na cabeça. O texto da Alene, também vale a pena dividir com vocês. Vai um pedacinho aí.


Ilha de Maré é uma das 56 ilhas que compõem a Baía de Todos os Santos. Andamos tanto, atravessamos mais da metade da ilha a pé. Caminhada das 9:30h até as 15hs, com apenas tres paradinhas de 10 minutos. Quase morri. O joelho tá pedindo arrego, porque fiz descalça... haja impacto. Começamos pelo povoado de Botelho, passamos por Praia Grande, Passa Cavalo e Itamoabo.

No meio disso tudo, muito mangue para atravessar, escorregar, se divertir, um verdadeiro berçario de carangueijos. Foi interessante, pois nunca tinha atolado a alma no mangue.

Vi gente muito linda pelo caminho: meninos descalços e risonhos, brincando com conchinhas, senhoras lavando roupa, senhores tecendo seus artefatos para a pesca, jovens no futebol na beira da praia...

Também vi lixo em todo canto, ouvi arrocha e antenas parabólicas. E lá, numa casinha no meio do nada, a Beyoncè se fazia ouvir... coisas de lugarejos na era da globalização.

Mas a praia é um encanto à parte, agua morna, calma, deliciosa.
E no final do passeio, a natureza se rebelou. Fechou numa tempestade. linda, mas perigosa.


Quem gostou, pode conferir mais no blog que ela escreve.

Pra fechar,Ilha de maré, na voz de Mariene de Castro.Pra quem nunca ouviu ficar conhecendo. Pra quem já conhece, matar a saudade. Como eu.

Kit sobrevivência


Um prestobarba com três lâminas.
Um shampoo 2 em 1.
Uma garrafa de vinho tinto
(Finca La Linda - Malbec ou Clos Torribas - Crianza)


Durante uma campanha política a gente que trabalha por trás das câmeras, na equipe de produção dos programas de TV e rádio, precisa aprender a viver com pouco.
Pouco tempo pra resolver problemas, poucos recursos técnicos (quase sempre menos do que a gente precisa).
Poucas horas pra dormir.
Pouco espaço pra descansar.

A ordem, em geral é estar atento. Como dizia um antigo anúncio da TV Globo, na década de 70: Plantão geral e o melhor do carnaval.

Pensando nisso andei vasculhando a minha memória para saber qual o meu kit de sobrevivência numa campanha. Sempre que pensei em comprar algo, eram essas, que descrevi lá em cima, as três primeiras coisas que verificava.

Claro, há variações. Dependendo do lugar; dependendo do clima; da região ou até mesmo, do país onde a gente está. Mas em geral, o kit que descrevi resolve a minha vida, em campanha. Só o que falta, às vezes, é uma alma boa, com tempo disponível para ir ao supermercado comprá-lo. Porque, na maioria das vezes, nem tempo pra isso a gente tem.

Pensando assim, fiquei imaginando: o que seria o kit sobrevivência de outras pessoas, em outras situações?

Então, quero propor um exercício aos leitores desse blog que se animarem com a brincadeira. Sei que cada um de nós tem um kit sobrevivência para as horas incertas. Às vezes ele é real. Ás vezes, pode ser imaginário. Não importa.

O que importa mesmo é saber que, de um jeito ou de outro, quando a água bate no nariz a gente sempre tem sempre um plano "B" em mente. Por isso, estou convidando aqueles que toparem a descrever aqui qual é o seu kit sobrevivência e em que situação usaria. Que tal? Alguém se habilita?

sexta-feira, 5 de março de 2010

Chuva, estrada e travessia


Chovia a cântaros.
Na angústia de ver o material pronto, concluído, avisei o cara da produtora que estava indo pra corrigir o necessário e fechar a edição. Nem pensar em deixar para o dia seguinte e perder o “dead line”. Nessa área, que envolve produção de TV, o amanhã às vezes é muito tarde. Às vezes, simplesmente, não existe. Sina de editor, lá estava eu a 20 km de distância, às dez e meia da noite, adiando o fim do dia e saindo novamente para o trabalho.

Até aí, não há novidade. Sempre foi assim na minha vida. Quando é preciso resolver, não importa a hora, a distância, a temperatura... Não importa nada. O que importa é resolver.

O problema é que sair desabaladamente só resolvia uma parte da questão. A outra ainda carecia de solução. É que o material a ser entregue nas emissoras no dia seguinte precisava de uma vinheta de encerramento. Menos de dois segundos. Na verdade, o que a gente chama de “brilho sonoro”, como uma pontuação numa frase escrita, ou uma entonação na frase pronunciada.

Passa poste, viaduto, carro e ponte. Passa o tempo e a chuva não passa. Brasília, na chuva, é estranha. Às vezes assusta, às vezes desafia. A gente se sente meio dono das ruas vazias e cobertas de água da chuva. De repente – zum! Passa um louco em alta velocidade e te traz para a realidade. Mesmo sozinho, é preciso ter cuidado.As quadras e siglas podem parecer confusas para quem não está habituado. Mas é inegável: a sopa de letras e números, que em outros lugares chamam de endereço, não falha.

Já na produtora a constatação de que nada é tão simples. A percepção é a de que é preciso terminar o trabalho antes do dia amanhecer. Corro para o computador. Abro a internet. Navego e nada. De repente, me lembro do meu maestro Luiz Theodoro. É tarde, mas peço socorro.

-Lula, preciso de ajuda. Um brilho, uma vinhetinha, menos de um segundo. A idéia é o toque de um sino. Simples assim.
- Mas, para quando?
- Pra agora.
-Hum... Quase meia noite. Eu te mando como? Pela internet? Ok. Tô indo pro estúdio.

Viro a página e vejo o Deraldo ficar on line no Google Talk. Deraldo é um velho companheiro de estrada. Jornalista da TV Senado, documentarista de mão cheia com muitos trabalhos premiados e um vasto conhecimento de música, especialista mesmo. Isso agora, porque na época da faculdade, no Rio Grande Do Sul, ninguém suportava o Deraldo e o seu violão. Não por ele, nem pelo violão, mas pelo repertório único “A rosa de Hiroshima”, que tantas vezes varei noite ouvindo.

- Deraldo, me socorre (não que eu tivesse dúvidas do socorro do Lula, mas a experiência manda a gente ter sempre um plano B engatilhado para essas circunstâncias). Preciso de um brilho, uma vinhetinha, um som de um sino.
- Fala Maranhão, estou entrando no Orkut dos outros, o que você precisa?(entrar no Orkut dos outros à meia noite é a cara dele)
- Tá aí em cima, já te disse.
- Peraí. Vou ver o que posso fazer.

Os arquivos começam a chegar dez minutos depois. Como a chuva, que não pára. Primeiro os que o Deraldo enviou. Não resolveram, mas me acalmaram. Deraldo tem bom gosto musical. Superou a fase única da Rosa de Hiroshima. Em seguida, os do Lula. Nove arquivos de sinos. Como aqueles que tocam no final de “San Vicente”, do Milton Nascimento.

O dia está salvo. VT fechado, trabalho concluído. Missão cumprida. Volto pra casa sob chuva. No caminho, vou ouvindo Travessia, do Milton. Quem tem amigos musicais não morre sem trilha sonora.

Meu maestro, Alf e a brisa

Maranhão...
Como seu leitor (e exigente), entrei no seu blog e não ví o que procurava...
Ontem a música entristeceu...
O nosso Johnny Alf se foi...
Ele e a brisa...
O dia ficou feio a beça, cara!
Sei que há milhões de coisas importantes acontecendo...
Porém, uma das mais, pra mim, e sei que pra vc tbém, é que o grande Johnny se foi
E isso tá doendo pra ...!


Acabei de receber a mensagem aí acima.
Foi o meu "maestro soberano" Luiz Theodoro que me escreveu.
Justa cobrança, pra um descuido imperdoável.

Johnny Alf se foi e com ele, aquele jeito doce de cantar e seduzir.
Uma saída de cena que vai deixar saudade.
E, como diz o meu maestro, fez o dia ficar feio à beça!

E vai rolar a festa...

É como se houvesse dois mundos em Brasília. O político está vivendo um inferno astral. O placar: STF 9 X 1 ARRUDA. O governador na prisão há três semanas, sem perspectivas de sair. E uma frase como nunca houvera, dita pelo Ministro Ayres Brito, do STF, faz eco no eixo monumental e certamente provoca os instintos mais primitivos de todas as cabeças pensantes: “Dói na alma ver o governador sair do Palácio para a cadeia... Mas há quem chegue às maiores alturas para fazer as maiores baixezas”.

No outro mundo, indiferente aos abalos sísmicos provocados pela política, Brasília se transforma em eixo mundial da cultura. O mês de março “está bombando”, como diria a gurizada. E eu explico:

Uma rápida olhada nos jornais e a gente logo vê que vai rolar uma grande festa cultural. No Teatro Nacional, este fim-de-semana, tem a Companhia de Dança Débora Colker, na sala Villa-Lobos. Débora mostra a coreografia 4 por 4, criada em 2002.



Os mineiros do Skank estão de volta à cidade e mostram o show “Estandarte”, às dez da noite no Marina Hall. Só hoje. Zélia Duncan sobe ao palco do Teatro OI, hoje e amanhã, para mostrar o repertório completo do seu nono cd, “Pelo sabor do gesto”. Show e disco foram muito elogiados por público e crítica.

O filho do eterno síndico Tim Maia, Léo Maia, também desembarca na cidade para uma rápida apresentação, no Kapella bar do Clube Asbac. O músico vem acompanhado do diretor musical e guitarrista Cássio Calazans e mostra músicas do seu terceiro cd, “Sopro do Dragão”. O início do show está marcado para as dez da noite.

A Capital Federal também é a primeira cidade a receber a turnê da peça “As pontes de Madison”, história que fez sucesso no cinema com Meryl Streep e Clint Eastwood. A versão nacional tem direção de Regina Galdino e é estrelada pelos atores Marcos Caruso e Denise Del Vecchio. No teatro do CCBB, amanhã, às nove da noite e domingo, às oito da noite.



E pra fechar, quatro atrações internacionais: A-Ha, na turnê de despedida do grupo que marcou uma geração inteira, desembarca por aqui pra uma única apresentação no dia 16 de março, no Centro de Convenções.




O grupo inglês Franz Ferdinand mostra o repertório do disco “Tonight”, considerado pela revista Rolling Stone o melhor disco internacional de 2009. Uma única apresentação no dia 21 de março, no Marina Hall.


No domingo, é a vez do Guns N’Roses desembarcar em Brasília e dar início ao roteiro sulamericano da turnê mundial “Chinese Democracy” que está na estrada desde 2008. O show começa às 20h30, no ginásio Nilson Nelson. A abertura é de Sebastian Bach, ex-vocalista do Skid Row.

Por fim, o mestre BB King. Imperdível. O rei está de volta, dessa vez com a turnê “One more time”. Vai ser no dia 22 de março, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Não precisa dizer mais nada.





Não falei? É por essas e outras que se chega à conclusão de que Brasília, sua gente, seus sabores e seus amores são mesmos maiores do que qualquer crise. Como diria o poeta: Vamos (literalmente) tocando em frente.

quarta-feira, 3 de março de 2010

A dose que salva

Os blogs da Cris Guerra, publicitária mineira que já virou preferência nacional, são muito legais. Eles me atraem desde a primeira vez em que, estimulado pelos meus amigos de BH, visitei o “Para Francisco” e depois, inevitavelmente, fui parar no “hoje vou assim”.

De tanto ouvir falar da Cris fiquei com a sensação de que já a conhecia há muito tempo. Ler os seus escritos confirmou essa sensação. Viciei nos textos dela. Tanto que até ganhei um exemplar do livro “Para Francisco”, especialmente autografado pela Cris, graças à intervenção da Soraya, outra publicitária mineira, que estava lá no dia do lançamento.

Um dia Cris Guerra, falou sobre o filme “Once – Apenas uma vez”. E pôs lá um link, permitindo que a gente visse um trecho dele também. O efeito foi imediato: vi o trailer e fiquei com vontade de ir correndo ao cinema.
O filme irlandês, dirigido por John Carney, não é novo. É de 2006. Mas é uma preciosidade. Pela forma simples de falar de amor. Pela delicadeza com que retrata a esperança, o respeito, a admiração, a cumplicidade e a sintonia entre pessoas tão distintas.

Ele trata, enfim, de sonhos e desejos. Alguns que a gente alcança. Outros com os quais apenas sonhamos. Mas faz isso com a mansidão de quem ouve uma boa melodia. Aliás, a trilha sonora é visceral e surpreendente.

Não há mistérios na fórmula. Todo mundo compreende e são raros os que não se emocionam com a história. Como já havia saído de cartaz, não sosseguei enquanto não comprei a minha própria copia, por menos de R$ 20,00, (pasmem) nas Lojas Americanas.

Quem não quiser se dar ao trabalho de fazer uma busca insana em meio a centenas de filmes, pode passar em uma boa locadora da sua cidade. O esforço vale a pena, eu garanto. Lembrei desse filme hoje, acho, pelo cansaço do dia. Pela chuva que cai aqui em Brasília. E pela necessidade de manter a esperança, sempre. “Once – Apenas uma vez”. A dose de sensibilidade que salvou o meu dia.