quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Short cuts galísticos

Tic-tac, tic-tac ...


Os dias passam na velocidade incontrolável dos ponteiros. Tic-tac, tic-tac, tic-tac... Há dias que nem percebo o tempo passar. E ele passa, independente da minha percepção. No domingo, ganhei de presente do meu pai um livro que será lançado oficialmente amanhã. Tic-tac, tic-tac, tic-tac...

Desde domingo, tento escrever sobre o assunto sem conseguir conter o tempo. Escrevo agora, incontido, antes do lançamento do livro.

O nome é sugestivo: "Galos da Academia". Quem organiza é a Academia Brasiliense de Letras e o conteúdo, como não poderia deixar de ser, são contos e causos que envolvem galos, cercas e quintais.

O último solo do Pavarotti


Meu pai é apaixonado por galos. O conto dele está lá também. Ainda não parei pra ler o livro. Tic-tac, tic-tac, tic-tac... mas me lembro do Pavaroti, um galo cantador que ele tinha lá no quintal. Sim, "seo" Viegas gosta de atribuir nomes aos seus galos (a namorada do Pavarotti era a "Maria Callas").

Um dia, Viegão esqueceu de trancar o galinheiro. Nina, uma boxer alegre e incontida em suas graças, como o tempo, percebeu o galo solto no quintal. Correu um bom tempo divertindo-se com as tentativas de fuga do Pavarotti. Matou-o no cansaço. Que eu me lembre, foi o último (voo) solo do Pavarotti.  

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