segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Breacknews de carnaval

Deu no Blog do Viegas:

Inorbel de Jesus
Mauro di Deus


(Mauro di) Deus e  (Inorbel de) Jesus se encontram, casual e reservadamente, em Brasília, no domingo.
Papa Bento XVI renuncia, na segunda.

Short cuts de carnaval

Papo reto com Viegão

Dom Viegas - meu candidato a Papa.
Bom dia, pai!
Bom dia, filho!
Viu que o papa vai renunciar?
Sim, e já decidi, sou candidato à vaga. Tenho certeza de que mais alegre do que este que tá ai, eu sou.
Puxa, pai, nem tinha pensado nessa hipótese, mas tô no jogo. Já tem coordenador de campanha?


Haicai de segunda de carnaval


Sol e margaridas
conversa clara
na janela da sala

Café de carnaval


Colegas

Marcelo Galvão
Marcelo Galvão me escreveu. Fruto de uma gentileza do amigo comum que temos, Emerson Matroxman Ravanini. Marcelo se diz agradecido pelo texto que escrevi sobre o filme. Bobagem, Marcelo. Apresse o passo. Prepare o traje. Pra receber o Sean Penn. E pra ir buscar o Oscar!


Cantar, pra não perder o Tom

Cantando eu mando a tristeza embora!
O dia está claro. Sol, vento na janela. Frescor de feriado. Ainda assim, me lembro de Tom Jobim. Chovendo na roseira. Pra celebrar o fim da chuva e não perder o tom.


Zaz

Acabei de conhecer essa francesinha. Uma paixão, num zás!



domingo, 10 de fevereiro de 2013

Divino, maravilhoso

Hoje, 10 de fevereiro, Maurinho faz aniversário. E eu tive a honra de poder lhe dar um abraço pessoalmente. Maurinho é um grande amigo, leitor e contribuinte incondicional deste blog. O que só me enche de responsabilidade.

Graças à memória rica do Mauro di Deus, pude descrever histórias deliciosas, compostas com personagens reais, tão reais quanto Athos Bulcão e Adão Preto. Tão vivas como os quadros de Portinari e tão telúricas quanto as cores das nossas matas e o brilho das nossas estrelas.

Pois hoje, dia de comemorar, pude promover um encontro divino, maravilhoso, registrado pra sempre, pelas lentes de Nina, sua filha. Dei dois presentes pra ele. Um bom vinho e uma lata de Guaraná Jesus. Uma espécie de iguaria líquida maranhense que só quem é de lá entende, percebe e guarda o sabor.

Por um instante, graças à percepção de Nina, reuni num só espaço, Deus e Jesus. Pra ficar na história.

(Mauro di) Deus e seu Jesus.
Um encontro divino, maravilhoso.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Colegas


Não faz muitos dias, dei de cara com o trailer do filme Colegas, de Marcelo Galvão.  O filme é uma declaração de amor à vida. Uma ode à esperança, ao respeito e à dignidade. Um soco poético, bem dado, no estômago do preconceito e da intolerância. Conta a aventura de três jovens que convivem com a síndrome de Down e, nem por isso, abrem mão  de realizar os seus sonhos.

Ao contrário. Enxergam o que poderia ser limite com uma sem cerimônia que dá gosto. Se aventuram em conjunto e nos levam, a todos, em seus devaneios magistrais. Algo de nos fazer repensar os nossos próprios limites e de fazer corar aquela ponta de preconceito inconfesso, que todos nós carregamos, sem adimitir.

O filme ainda nem estreou por aqui. Isso deve acontecer em 1º de março. Mas a sua curta trajetória em festivais nacionais e internacionais dá uma amostra do tamanho do seu fôlego.



O longa-metragem dirigido por Marcelo Galvão vem conquistando as plateias por onde passa no país e exterior.  No cenário internacional, Colegas venceu o prêmio de público do 27º Festival del Cinema Latino Americano di Trieste na Itália. Também levou o prêmio de Melhor Filme no festival de cinema International Disability Film Festival Breaking Down Barriers em Moscou (Rússia), além de ter sido exibido no Red Rock Film Festival (Utah, EUA).


Em Gramado, a equipe recebe o Kikito de Melhor filme.
No Brasil, venceu o prêmio de Melhor Longa-Metragem Brasileiro no Festival de Gramado 2012 e foi eleito pelo público da Mostra internacional de Cinema de São Paulo como Melhor Filme Brasileiro, levando também o Troféu Juventude (votação do público estudante). Colegas foi aclamado no Festival do Rio (categoria hors concours) e foi o longa-metragem que abriu o Amazonas Film Festival.

Por tudo isso, penso que o filme Colegas está fadado a ser um marco na cinematografia nacional e, me arrisco a dizer, tem todos os requisitos para nos levar pela primeira vez a um Oscar de melhor filme estrangeiro, no ano que vem.

Pra quem ainda não faz idéia do que estou falando, vale a pena assistir o trailer postado ai abaixo.




Viu? Não acha pertinente os argumentos que descrevi lá  em cima? Pois é. Mas a coisa toda não para por ai. Pautada por uma manifestação simples e verdadeira do protagonista do filme, Ariel Goldenberg, a equipe de produção decidiu ir além.

É que Ariel sempre disse que a sua decisão de seguir na vida de artista foi motivada pela paixão que ele tem pelo ator Sean Penn. E apesar dos vários prêmios que já ganhou com o filme, Ariel alimenta um desejo. Foi para tentar tornar esse desejo realidade que a equipe de produção partiu para a realização de uma peça de marketing que, em poucos dias, se tornou um viral nas redes sociais.

O material recebeu o nome de Vem Sean Penn. E antes que eu diga qualquer coisa, ela fala por si só. Aperte o play e a gente termina essa conversa depois. 



Creio que, pelo que você acabou de assistir, é possível dizer que a estreia de Colegas já adquiriu um sentido muito mais amplo do que uma simples estreia de filme nacional. Os produtores estão de parabéns. Pela qualidade do filme, pelo desafio de realizá-lo. E pela genialidade do convite a Sean Penn. Eu decidi escrever  este post não só pela emoção que a história do filme meu causou. 

Mas, também, para reforçar a campanha que, certamente, vai se transformar em mais um sonho realizado na vida especial de Ariel. E que vida, hein! Sean Penn, você vai ficar fora dessa? Vem Sean Penn, vem!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O mar em mim



De onde venho, aprendi a ver o mar com olhos de respeito, desejo e saudade.
Tudo ao mesmo tempo. Sou neto de pescador. Isso talvez bastasse para dizer do meu amor pelo mar. Talvez. Mas não tenho certeza. 

Olhando o mar, seu horizonte sem fim e indecifrável, gastei horas a fio de minha infância. Das primeiras lembranças que tenho do mar, me recordo de embarcações de pesca e do cheiro do breu isolante no casco dos barcos e do peixe fresco 
desembarcado de manhãzinha na praia. 

Menino mesmo e sem saber ainda nadar, acompanhava meu pai à espera do desembarque dos peixes. Havia uma ponte de madeira na praia da areinha, que nesse tempo permitia a pesca. Não havia ainda a barragem do Ibacanga, separando como uma espinha de peixe a garganta de rio que existe entre a ilha e o bairro Anjo da Guarda.

Eu, menino do asfalto, via outros meninos, da praia, numa cumplicidade atroz com a ponte de madeira e o mar. Eles corriam alegres, tomavam um impulso no ar e caiam n'água pra sair uns metros mais adiante, com uma maestria que nada tinha de infantil.

Eram senhores daquele pedaço de mar. E carregavam um sorriso de felicidade impossível de descrever, desses que só se encontra no rosto de quem, mesmo sem querer, encostou na felicidade. 

Seguiam-se meninos e saltos. E eu lá, com os olhos vidrados de vontade e inveja, mas consciente de meus limites: Nunca em minha vida havia entrado no mar. 

Meu pai, esperando os peixes, percebeu meu olhar. 
- Vai lá, meu filho. Tira a camisa e o chinelo e vai. 
Não sei de onde tirei coragem, mas tirei. Junto com a coragem, sem camisa e sem chinelo, senti-me um pouco dono do mundo, daquele mundo. Acho que a ignorância nos faz corajosos. Eu ignorava o mar, o medo, a profundidade daquela água, eu ignorava a razão.

E assim, ignorante e ao mesmo tempo apaixonado por aquilo tudo, corri como quem corre a maior corrida da sua vida e saltei livre, quase alado, em direção ao mar. 
O mar me recebeu em seu colo salgado. Me envolveu e me levou pro fundo.
Primeiro, minhas mão tocaram na areia. Depois, meus joelhos. Meus olhos estavam abertos e viram cada vez que os meninos - não eu - passavam por mim como flechas, entravam, mergulhavam ao fundo e como num movimento de arco, subiam à superfície.

Me recordo de ter visto uns três fazerem isso, enquanto eu estive no fundo. 
Eu não sabia fazer aquilo. Portanto, não sabia emergir. Creio que tudo isso não passou de poucos segundos. Mas, para mim, eles duraram o tempo de uma eternidade. Eu não sentia medo. Apenas reconhecia a minha incapacidade de voltar à tona.

Minha vida por um fio e eu encantado com o mar. 
Até que a mão salvadora de meu pai surgiu, me pegou pelos cabelos e me puxou para cima. Eu que já não tinha mais ar, respirei aliviado. E aprendi a respeitar o mar, sem nunca tê-lo deixado de amar. 

Faroeste Caboclo


Acabo de receber uma mensagem de Dora Prado, publicitária e assessora de imprensa em BH, que me remete a um link de um outro blog, da Fernanda van der Laan, brasiliense, que vive hoje em Washington, nos Estados Unidos.
A mensagem vem com o link do primeiro trailer liberado de Faroeste Caboclo, filme de René Sampaio, que tem a produção da Gávea Filmes, junto com a Globo Filmes.
Na trama da música de nove minutos de duração e 159 versos, composta por Renato Russo em 1979 e lançada em 1987 no álbum Que País É Este, João de Santo Cristo (Fabrício Boliveira) se muda para Brasília, tornando-se traficante de drogas. Ali, conhece Maria Lúcia (Ísis Valverde) e se apaixona por ela. Jeremias (Felipe Abib) é o “traficante de renome” que vira seu rival e desafia João de Santo Cristo a resolver a disputa à bala. Antonio Calloni faz o papel do oficial corrupto Marco Aurélio e César Troncoso vive Pablo. O roteiro foi escrito por Marcos Bernstein (“O Outro Lado da Rua“) e Victor Atherino.
Uma equipe de mais de 100 pessoas, entre atores, produtores e técnicos, participou das locações na Capital Federal, entre abril e maio do ano passado, para gravar o filme, inspirado na canção de mesmo nome escrita por Renato Russo, quando este tinha apenas 19 anos. O Polo Cinematográfico de Paulínia (SP) e o sertão de Pernambuco, além de uma cidade no entrono de Brasília, também serviram como locação.

A montagem do trailer ainda não permite uma conclusão nítida sobre a qualidade do filme. Mas, pra quem conhece Brasília, quem viveu ou vive  nessa cidade inventada, já é o suficiente pra provocar um friozinho na barriga. Dê um clic ai embaixo e confira. O Filme deve chegar às telas em maio deste ano.



Sutilmente

Pra começar a quinta-feira, desejando que o dia seja bom. Skank. Sutilmente.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O amor

Pra fechar a noite de quarta.

Assim é a vida



Ontem, encontrei pessoas que sabem muito bem o quê fazer.
Alguns, nem tanto.
Ontem, encontrei todo tipo de gentes. O especialista, com fórmulas para corrigir tudo. 
O desesperançado, para quem fórmula nenhuma é capaz de trazer alívio e para quem, 
na vida, uma certeza basta: não deu.

Ontem, caminhei por caminhos que há muito não passava. 
Vi meninos na janela, querendo correr pra rua. 
Vi moças que não se cansam de esperar. Vi o tempo mudar.
Primeiro, chuva. Depois, sol. Depois, mais ainda, vento e chuva. 
Um pouco de frio. Um certo calor.

Vi cortinas romperem as linhas da janela e se mostrarem provocantes
roçando de leve o rosto dos desavisados. Vi um homem encantado.
Um ancião com um brilho de criança nos olhos. 
Senti uma contradição, um desapego e um afago.

Assim é a vida.

Quando a gente fecha os olhos
é como a morte. Não se vê nada.
Entretanto, basta abri-los e ela estará lá.

Cheia de novidades.
Viçosa.
Perfumada. 
Pronta pra seguir, te chamando para o desconhecido
sem que isso signifique qualquer oferta de garantia. 
A não ser pelo fato de que, seguindo, estaremos vivos. 

Assim é a vida.

Ontem, estive vivo. 
Hoje, sinto que devo prosseguir.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Coisa sem nome

As coisas que não tem nome são mais pronunciadas por crianças.
Manoel de Barros.

Pra começar bem e mais leve o dia.