sexta-feira, 24 de abril de 2015
terça-feira, 14 de abril de 2015
Amado
Pra iniciar o dia. Porque já é terça.
Vanessa da Mata, Marcelo Janeci e Marcelo Camelo. Amado.
Vanessa da Mata, Marcelo Janeci e Marcelo Camelo. Amado.
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Manhã de sol cinza
Venho de casa para o trabalho ouvindo as notícias do rádio. Mil preocupações na cabeça, mas, estranhamente, o sol faz a segunda carregada de esperança. De repente, ouço o locutor falar da morte de Eduardo Galeano. Meu coração dá um salto. A manhã de sol, ficou cinza. De repente. Como diria Vinícius, não mais que de repente.
Inevitável sentir uma dor no peito com essa notícia. Nunca estive com ele, mas o vi de diversas formas e ele esteve comigo de várias maneiras. Por um longo tempo.
Foram deles as primeiras ideias que me provocaram a olhar de um jeito diferente os países que nos ladeam. Quando "As veias abertas da América Latina" chegou em minhas mãos, Eduardo Galeano passou a fazer parte dos meus escritores preferidos.
Eu estava na faculdade de Jornalismo, no Rio Grande do Sul, e tudo era muito novo, arejado, cheirando a revolução.
As ideias de Galeano passaram a me provocar reflexões sobre coisas que antes não me incomodavam, por desconhecimento, por falta de atenção, por estar à margem da minha percepção.
Depois, com o tempo, cruzei com a poesia dele. Com as crônicas sociais, com um jeito de escrever que caracteriza os escritores que descem do pedestal e se juntam a nós, na planície. Isso estabeleceu entre nós uma identidade. Ele falava e escrevia de situações sobre as quais eu gostaria de ter escrito. Como na canção de Milton Nascimento, eu me perguntava: Como não fui em que fiz isso?
Meu carro segue, automático, obedecendo esquinas e sinais de trânsito. O rádio fala da morte dele. Da derrota, aos 74, para um câncer de pulmão contra o qual ele vinha lutando havia anos. Dos tempos de exílio na Argentina. Da volta respeitosa e reconhecida, ao Uruguai, sua terra.
Pego o telefone e ligo pra Renata Sanches. Pensei nela na hora. Me lembro que, no ano passado, ela teve a oportunidade de estar perto dele, durante a Feira Internacional de Livros, que aconteceu em Brasília.
Em ano de Copa do Mundo, ele falou sobre futebol de um jeito especial e encantou a plateia.
"Renata, perdemos mais um. O vazio vai aumentando. Não há substitutos no horizonte. O Novo Obscurantismo se achega. Você não escreve umas linhas sobre ele?"
Do outro lado, Renata me diz que sim. Numa concordância cúmplice com tudo.
Ela vai escrever. Eu fico agradecido, mas o cinza da manhã não vai mais embora.
Por enquanto, fico com a grata lembrança do último documentário que assisti sobre e com ele. Sangue Latino. Creio que você também vai gostar de assistir. Abra bem os olhos, afine os ouvidos e guarde na memória o melhor de Eduardo Galeano.
quinta-feira, 12 de março de 2015
Bob aos 70
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| Bob Marley estaria completando 70 anos, em 2015. |
Abro o computador e vejo uma postagem do Mauro Di Deus. Ele encontrou um vídeo sensacional, uma gravação feita à capela, por um grupo de músicos israelenses, em homenagem aos 70 anos que Bob Marley completaria, caso estivesse vivo.
O filme é uma delícia, a música tira a gente da cadeira. Um clássico do repertório do cantor jamaicano, uma defesa radical do amor. A versão de "Could you Be Loved", cantada apenas por vocais, sem nenhum outro instrumento, ficou maravilhosa.
Um bom jeito de começar o dia. Valeu, Maurinho!
quarta-feira, 11 de março de 2015
Sarau do Zé, saudade!
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| Zé Geral, o cara do Sarau 900. Vida longa, saudade e alegria. |
"Querido, estava dirigindo e ouvindo a 104 FM, Rádio Educativa. Entrevistavam o Zé Geral sobre o Sarau 900, que acontece hoje. E ele lembrava os tempos passados, os velhos amigos e influências. E lá no meio ele cita o amigo Maranhão Viegas. Pensei, o Maranhão vai ficar feliz ao saber disso".
Fiquei sim, Lu. E voltei no tempo para Campo Grande-MS. Tempos de Sarau do Zé Geral. Me assusto com o número de edições - 900, quase mil. O Zé é um bom amigo. E a saudade dos bons amigos é parte boa do dia.
Agradecido, por me avisar. Agradecido, pelo presente.
terça-feira, 10 de março de 2015
Sodade...
Renata Sanches publicou. Maurício de Souza falou, pouco e tudo, por meio da singeleza do Chico Bento.
Inezita, sodade!
quarta-feira, 4 de março de 2015
Sertanejo em dois tempos
A Corrida da vida acabou
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| Milionário e José Rico |
O dia que
não terminou, além da alta temperatura na política, trouxe tristeza para a
música sertaneja. Morreu na noite de ontem, vítima de ataque cardíaco, o cantor
sertanejo “Zé Rico”, que formou dupla com “Milionário”, por mais de 40 anos e
gravou 29 discos. O cantor era pernambucano, tinha 68 anos de idade e adotou
Americana, no interior de São Paulo, como a sua cidade do coração.
No vídeo abaixo ele aparece em companhia de seu parceiro de estrada, Milionário, e Michel Teló, durante recente gravação do quadro "Bem Sertanejo", para o Fantástico.
A cantoria segue
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| Inezita Barroso |
Coincidência
ou não, Inezita Barroso, a diva da música sertaneja de raiz, faz hoje 90 anos e
segue cantando. Feliz, ela mantém-se no ar desde os anos 80, com o seu programa
“Viola, minha viola”, exibido aos sábados à tarde, na TV Brasil.
Strauss na estreia
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| O maestro Cláudio Cohen em ação. |
Foi uma bela noite de terça. Como são sempre belas as noites
de terça, em Brasília, quando a hora é de assistir a apresentação da Orquestra
Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro.
A sinfônica segue em rota itinerante. O Teatro Nacional está
fechado, por falta de condição de uso, há mais de um ano, sem perspectiva de
prazo para a necessária reforma. Por isso, a rota itinerante da Orquestra.
Agora, a estada vai ser mais longa, no Centro de Convenções
de Brasília. A primeira apresentação na nova casa foi ontem a noite. E não
podia ter sido melhor.
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| Casa cheia no Centro de Convenções. |
Casa cheia, mais de 800 pessoas assistiram seis peças. Duas de Johann Strauss – Eijen a
Magyar e Valsa do Imperador; três Episódios para Orquestra de Ney Rosauro; e Danças de
Galanta, de Zoltan Kodàly.
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| A orquestra: competência e afinação, no novo palco. |
Um deleite sonoro e visual. Devidamente registrado pelas lentes mágicas
do fotógrafo Ronaldo Silva.
domingo, 1 de março de 2015
Rio 450...
Por Ângelo de Souza
Por certo
era o lugar certo
para os de Tupã
os de sá
os de Villegaignon
depois para os de Luanda
das gerais
dos Crateús
(da fenícia...)
para todos como eu,
os sem lugar
por destino
virar alimento
para os deuses
entrar pela boca
banguela
de seus ídolos
de pedra
por vingança
sobreviver
vencer a onça fome,
a doença inseto
prosperar
aterrar o mangue
desmontar o morro
rasgar túneis
romper canais
erguer palácios
plantar favelas
buscar o céu
cair no mar
maravilha de cenário
lugar errado
para uma cidade.
por acaso ou vocação
houve de ser cortesã
metrópole provinciana
disparatada
zoneada
dissolvida
melodia sincopada
de ritmo sinuoso
houve de ser samba,
ser verso
reverso
perverso
de si mesma,
essência extraída
do embate atlântico
—
crista eriçada
—
dorso curvilíneo
—
ombros de areia e floresta
lugar comum
de sua gente
enigma
de sua própria
natureza.
Encontro
nas palavras do Ângelo
a razão e o sentido
para homenagear
São Sebastião
do Rio de Janeiro.
E me completo
com Milton e Gil.
sábado, 28 de fevereiro de 2015
Cássia, o filme
São perguntas que não cabem e não tem respostas. Como não há resposta para a falta de Janis, de Hendrix, de Renato. E todos eles seguem doendo no peito, do mesmo jeito.
Cássia ouviu o filho e reaprendeu a cantar a suavidade. E suave ela determinou: "Quando eu me for, não deixem que tirem ele dela. A mãe de Chicão é Eugênia". Não precisou, Chicão foi explícito para o juiz: "Eugênia é minha mãinha". E pronto. Cássia inaugurou a nova família no Brasil, sem alarde, sem barulho, só com um pouquinho de confusão.
Foi como um soco no estômago. Olhei pra Mara e perguntei: Como a gente vai dizer isso pra Mariana? Ela também não sabia. Foi uma dor imensa. Acho que continua sendo.
Serviço: Aqui em Brasília, o Filme "Cássia Eller" está em cartaz no Cine Cultura, Liberty Mall, em sessão única, às 21h20min.
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