domingo, 11 de maio de 2014

Tive Razão

Pra fechar o domingo.
Tive Razão. Seu Jorge.

Em nome das mães

Isabel, minha mãe, e seu canteiro florido.
Porque hoje é dia dela. 

Manhã de domingo ensolarado.
Dia das mães.
Lembro de Isabel, a minha.

Há uns dias ela veio aqui em casa.
Jantou com a gente.
Conversou, sorriu, brincou.

A uma determinada altura, me surpreendeu com um abraço quente,
como havia muito eu não tinha. Abraço de mãe. Desses que quando a gente
dá, dois viram um só.

Assim foi.

Hoje, dia das mães abraço Isabel em nome de todas elas, de todas as mães do mundo.

Um beijo, mãe. E feliz dia, cheio de abraços quentes,
como aquele que nos demos dia desses.
Pode um bis?

Selfie de filho e mãe.  


quinta-feira, 8 de maio de 2014

A última do Lili

Acordo com a sensação de nem ter dormido.
Acordo pensando no Lizoel Costa.

Percorro a página do Facebook dele.
Reencontro velhos amigos tristes como eu.
Aciono a barra de rolagem e não me canso de ler.
Quanto carinho e lembrança  desse camarada.


Vou em busca da sua última tirada.
Encontro.

É a cara dele:

quarta-feira, 7 de maio de 2014

"Lili" sai de cena

Lizoel Costa
E então, eu pus o pé em casa e o telefone tocou.
Era meu compadre Odacil Cânepa.
Estranhei. Odacil não liga assim, nesse horário.

Do outro lado da linha, voz endurecida, ele me pergunta: "E ai, compadre, soube do Lizoel Costa?"
Eu não sabia. Havia pouco, o Lili nos deixara.
Sentei-me para ouvir sem saber o quê falar.
Um aneurisma.
Tá no facebook, faz pouco tempo.

E então, o dia que eu imaginava acabado, me disse - ainda não.

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Lizoel Costa
Lizoel Costa era mais que um amigo. Dele, contei muitas histórias aqui no blog. Uma das mais saborosas, ele viveu com a Mariana, minha filha, quando ela não tinha mais que os seus cinco anos.
O link está aqui, click para ler e aproveite para assistir também o Lizoel, no "Língua de Trapo", destruindo uma guitarra novinha, na final do Festival dos Festivais, na TV Globo.

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Lizoel Costa
Tempos atrás, quando ele ainda estava aqui em Brasília,
adquiriu o hábito de postar tiradinhas mais do que bem humoradas
na internet.
Um dia  liguei pra ele e combinamos de fazer uma coluna semanal
aqui no blog, que se chamaria "As tiradas do Lili".
O projeto não andou.
Lili retirou-se antes.

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Vai, Lili, em paz.
E dê um beijo na Margot, por mim.
E olhem por nós.
E divirtam-se, onde quer que estejam.

sábado, 3 de maio de 2014

A noite

Eduardo Galeano



1
Não consigo dormir. Tenho uma mulher atravessada entre minhas pálpebras. Se eu pudesse, diria a ela que fosse embora; mas tenho uma mulher atravessada em minha garganta.

2
Arranque-me, senhora, as roupas e as dúvidas. Dispa-me, dispa-me.

3
Eu adormeço às margens de uma mulher: eu adormeço às margens de um abismo.

4
Solto-me do abraço, saio às ruas. No céu, já clareando, desenha-se, infinita, a lua. A lua tem duas noites de idade. Eu, uma.

Baixou um Nei em mim. Lisboa.

Pra te lembrar.

Telhados de Paris

Depois da chuva.

No Quartier Latin, jurando não morrer antes de voltar lá. 
Um dia, bem lá atrás, conheci essa música.
Estava em Porto Alegre. Depois da Chuva.

Porto tem dessas coisas. Provoca na gente uma alegria e uma vontade de entristecer incontroláveis. Uma ambivalência absurda. Principalmente nos fins de tarde, na beira do Guaíba, ouvindo Vitor Ramil.

Nesse dia, eu caminhava de volta do Bom Fim, quando ouvi essa música. Nem sabia quem cantava. Mas me apaixonei por ela imediatamente. Pelo vigor, pelo francês misturado, pelo compromisso de não morrer. Morrer ali seria um insulto.

A cidade meio cinza, meio frio, meio promessa, devassidão. Meio pressuposto, meio pesadelo. E eu, lá. Consciente de que não dava pra morrer ali, nem de alegria, nem de tristeza. Nem por um surto.

Desde esse dia, passei a prestar mais atenção nas músicas de Bebeto Nunes Alves. Um louco são. Um visionário. Um intrépido menestrel urbano, tradutor das coisas portenhas. E então ele entrou na minha playlist, definitivamente.

Quando caminhei nas ruas do Quartier Latin, em Paris, lembrei de Bebeto e jurei não morrer ali, antes de voltar umas quantas vezes.

Mais tarde, vim a saber que Bebeto, por essas ironias que a vida traz, vem a ser o pai da Mel Lisboa. Mas isso, é outra história. Que eu espero contar, um dia, antes de morrer.

Roxanne!

Um clássico do rock inglês. Porque eu gosto. Pronto. Roxanne! The Police. Porque agora ainda é sábado. 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Almas gêmeas

É claro que passando um desodorante a gente não resolve tudo. Mas o filme é bom e a trilha, melhor ainda. Porque hoje é sexta.