quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Try a little tenderness

Kanye West e Jay-Z
Jay-Z & Kanye West são duas feras do Rap (hip-hop)  norte-americano. Talvez, os dois mais expressivos artistas nesse gênero de música. Certamente, são os dois que mais ganham dinheiro na atualidade. Jay-Z, por exemplo, é dono de uma fortuna pessoal que ultrapassa os U$$ 150 milhões.

Ele já venceu o Grammy Awards, o Oscar da música americana. E já vendeu mais de 40 milhões de cópias dos seus discos, no mundo todo. Pra fechar esse rápido perfil, basta dizer que ele é casado com outra estrela do mundo pop: Beyonce. Pronto, quem curte esse estilo sabe do que estou falando.

Beyonce e Jay-Z
Buenas, feitas as apresentações, vamos ao que interessa: O cara não é só um sucesso na música e nos negócios. É também um boa praça. Ele acaba de lançar um novo clip, com a música Otis, que tem samples de "Try a little Tenderness", um clássico do cancioneiro americano, que por aqui ganhou fama e tornou-se mais conhecido na voz da saudosa Cássia Eller - que gravou a música no album "Cássia Eller - 1994".

No Clip em que ele canta com Kanye West, os dois praticamente destroem um Mercedes-Benz de alto luxo, com um maçarico e com uma serra elétrica. Um massacre improvável. Que só é possível para quem, como eles, dispõe de milhões de dólares na conta bancária ( o carro em questão é estimado em mais de U$$ 800 mil).

No fim do clip eles anunciam: o que sobrou do Mercedes vai ser leiloado e a renda, revertida em favor das pessoas que sofrem com a seca, em países africanos. Quer conferir? Dê um play aí embaixo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Há 42 anos: Paz, Amor e Rock'n'roll

15 de agosto de 1969. Uma fazenda nos arredores de New York, as bandas mais descoladas do momento, 500 mil jovens dispostos a dizer sim para a paz e o amor e não para a guerra. Um marco na história da música e na revolução dos costumes. À mistura de tudo isso, chamou-se  Woodstock.

Foram três dias de transe absoluto. Uma conjunção de improvisos, coincidências, ousadia e liberdade. O evento, programado para ser um show, virou o primeiro mega-show da história. Os organizadores perderam o controle. A massa se auto-controlava. Sob chuva e sol, experimentando o amor livre, drogras e o melhor do rock'n'roll.

Jimi Hendrix
Pelo palco de Woodstock passaram Ravi Shankar, Arlo Guthrie, Joan Baez (grávida da primeira filha e com o marido preso por protestar contra a guerra do Vietnam), Santana, Janis Joplin, The Who, Creedence Clearwater Revival, Grateful Dead, Jefferson Airplane, Joe Cocker & the Grease Band, Crosby, Stills, Nash & Young e Jimi Hendrix, (ufa!) entre outros.

Janis Joplin
Bob Dylan não foi. E não indo, foi a grande ausência. Mas quem foi virou estrela do rock mundial.  Da noite, pro dia. A juventude nunca mais foi a mesma depois de Woodstock. O mundo nunca mais foi o mesmo depois de Woodstock. Há 42 anos, a paz, o amor e o rock'n'roll entraram pra ficar, definitivamente, no imaginário popular universal.

Um dos momentos-símbolo daquele festival aconteceu no início da tarde do último dia, o domingo. Antes do tempo fechar e a chuva cair, Joe Cocker & the Grease Band, até ali, uns inglesinhos desconhecidos, subiram ao palco e fizeram soar os acordes de "Whit a Little Help From My Friends", certamente a mais clássica das releituras de uma música dos Beatles.

Junto com um clássico, Joe fazia nascer também uma mania que resiste ao tempo e que até hoje é recorrente em qualquer festinha de garagem, domingueira ou show de rock  - o Air Guitar - uma simulação de como tocar uma guitarra imaginária.

Joe Cocker
É com Joe e sua guitarra imaginária, e sua explosão musical, e sua simbologia rocqueira, que eu encerro essa pequena e justa comemoração. Whit a Little Help From My Friends. Dierto de Woodstock. Há quarenta e dois anos. Para a eternidade.

domingo, 14 de agosto de 2011

Boa pessoa

Pra fechar o domingo. Boa pessoa. Pra começar bem a semana. Pra celebrar a vida. Qualquer coisa boa. Boa Pessoa. Com a banda mais bonita da cidade. Boa.

A história se repete

Um dia, meu pai me disse que a vida não seria fácil. Mas que, do jeito dele, estaria sempre por perto. E quando foi preciso, ele entrou no tatame para ficar ao meu lado. Eu tinha pouco mais de sete anos. E essa imagem nunca mais me saiu da cabeça. Acompanhar, lutar, defender, respeitar.


Um dia, eu cresci. O tempo passou e aquele homem que me ensinou muita coisa, agora, queria experimentar. Foi quando descobri que estava na hora de retribuir. Assim, caminhamos juntos - ou quase - em direção ao mar. A imagem ficou gravada para sempre. Acompanhar, partilhar, transferir, cuidar.


Muito tempo depois, nós dois juntos, eu e meu pai, nos vimos crescidos, amadurecidos. É o tempo de rir das coisas bobas, dos acertos e dos erros, das delícias da vida. É o estágio em que, penso, nos encontramos agora. E aqueles sentimentos que permeiam toda a vida estão mais vivos do que nunca: Acompanhar, refletir, compreender, sorrir.


Hoje, quando meu filho, Gabriel, já tem corpo de homem, me vem a certeza de que a história se repete. Um dia, quando ele ainda era criança, eu disse que a vida não seria fácil. Mas que isso não tiraria o brilho e a razão de viver. Então, sob a água do chuveiro, ajudei a satisfazer o desejo do primeiro barbear. Acompanhar, ver crescer, se transformar e brincar. Sobretudo, brincar. E a história, calmamente, se repete.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O expresso 2222 e o blog

Hoje, depois de ser cobrado por alguns dos leitores, pelo fato de fazer dias que eu não postava nada aqui, passei os olhos na coluna aí ao lado, que identifica o número de seguidores do blog e me dei conta: São 222 fiéis leitores. Parece uma besteira, mas lembrei da música do Gil - Expresso 2222.

Tá certo, eu disse que era uma besteira, porque o número do Expresso do Gil é mais de mil vezes maior do que o número de seguidores do Blog. Mas não tem problema. Foi só um devaneio poético, que um dia, eu espero alcançar.

O que importa é que essa besteira me fez ir atrás da música. E eu encontrei um vídeo e uma informaçãozinha preciosa sobre aquele momento da música e da vida brasileiras. O texto diz o seguinte:

Quando voltaram do exílio londrino, em março de 72, Gilberto Gil e Caetano Veloso fizeram um show no Teatro Municipal do Rio. O espetáculo foi gravado e exibido pela TV Globo dentro da faixa "Sexta Nobre".


Neste vídeo, Gil mostra ao público uma canção ainda inédita, "Expresso 2222", um grande sucesso que daria nome ao disco que ele gravaria em seguida.

Porque hoje é sexta. E porque uma besteirinha dessas tem o seu valor... Gil e o seu Expresso 2222.



Dias de não estar aqui


Faz dias que não venho aqui.
Quatro, pra ser mais exato

Como se fosse possível
viver sem escrever

Faz dias que não venho aqui
E aos que me leem confesso:
Essa ausência, de fato,
não passa de um hiato.

Já, já
estou de volta

Já, já
me devolvo o tempo

É só um hiato,
a minha ausência
de fato

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Minha casa

Meu avô, minha avó, eu, minha irmã e minha mãe. E minha casa.
A primeira vez que escutei essa música, eu chorei como criança. Não de tristeza. Chorei de uma dor  que costuma dar na gente, ao fim do dia. Dor de melancolia. Dor de criança saudosa. Dor de estar vivo e de lembrar. Dor de alegria.

Lembrei de gente que me faz sentido. Meu avô, Opílio e a terra de onde ele veio, Alcântara. Minha avó, Antonieta e a terra onde ela nasceu, Viana. E as coincidências que a vida me deu. Os nomes iguais e diferentes. O nome que meu pai, Inocêncio, e minha mãe, Isabel, me deram: Inorbel. E o que eu mesmo tratei de conquistar, Maranhão.

E o Maranhão que trago em mim é o que me faz ser Inorbel e ser tudo o mais. O Maranhão, é também o Nuca, o Bel, o Inor... E todos eles são a minha casa. A casa onde eu sempre morei.

domingo, 7 de agosto de 2011

Julieta, anda comigo

Pra fechar o domingo, uma das minhas preferidas, da minha prima famosa, Julieta Venegas.

Lambendo os dedos

*por Mariza Poltronieri

Todo muito tem manias, algumas psiquiátricas, mas a maioria inofensiva e às vezes engraçada. Certa vez conheci um rapaz que só comia pipoca de colher, para não sujar os dedos com o óleo. Bastaria lamber os dedos. Porém, nesta opção, Paulo, meu irmão, voaria no pescoço do indivíduo. Ele para o que está fazendo e olha com ira para o lambedor. Na mesma linha, odeia rabanetes e jamais os serviu em seu restaurante enquanto ele permaneceu aberto.

Muitas receitas saem das panelas. Toda família traz consigo cadernos com inúmeras páginas amarelas, manuscritas e grudentas, cheias de farinha, açúcar, óleo, amor e boa vontade. Minha mãe tem um que é indecifrável, justamente para que ninguém copie suas alquimias. É necessário tato e artimanha para conseguir essa honraria.

Porém, não são somente as receitas que são importantes, o que sobra delas também tem um gosto especial, muito além do sabor. Raspar panelas, formas e fundos de travessa é quase um antepasto. Lembro de esperar minha mãe bater o bolo para depois lamber as pás da batedeira, raspar com uma colher as sobras durinhas do brigadeiro e do beijinho nas paredes da panela, tirar as casquinhas crocantes de polenta que sobraram no tacho, limpar o molho de carne, com um naco de pão francês, o fundo da travessa. Se isso é falta de educação eu nem quero saber. A menina que mora dentro de mim não foi educada e ainda adora fazer isto.

Sem dar bola para meu irmão, adoro lamber os dedos para limpar o açúcar de confeiteiro deixado pelo sonho de padaria, o gosto da canela misturada no polvilhado do bolinho de chuva, o pedacinho de chocolate que derreteu em um dia quente.

A gente segue assim, mal educando a criança em um prazer bobinho, do tamanho que sobrou na panela ou entre os dedos. Mas, para quem não gosta, lave a louça e as mãos. A cozinheira agradece.

*Mariza Poltronieri é culinarista em Maringá, PR. E tem espaço garantido aqui, para escrever sempre que quiser, sobre alquimia gastronômica. Ou, sobre o que ela desejar.

Poesia domingo poesia


Começar o domingo com poesia é uma ciência. Das melhores que conheço. Então, quero abrir o domingo com a capa da edição de hoje, do Caderno Diversão e Arte, do Correio Braziliense. Ela é um presente pra quem gosta de poesia.

A reportagem fala sobre o documento-poesia "Só dez por cento é mentira", considerado a desbiografia de Manoel de Barros, hoje, seguranmente, um dos mais importantes poetas vivos do Brasil. O filme, dirigido por Pedro Cezar, faturou o prêmio de Melhor Documentário, no Festival de Cinema de Paulínia, em 2009. E chega agora ao grande público brasileiro na forma de DVD.

Sobre o filme e a desbiografia de Manoel, já falei aqui.  A minha paixão por poesia e por Manoel de Barros já declarei várias vezes aqui no Blog.  E o privilégio de ter vivido muitos anos na mesma cidade em que vive Manoel, de ter circulado pelo mesmo pantanal que preenche de coisas pequenas o universo manoelista e de ter tido a oportunidade de entrevistá-lo, nunca escondi de ninguém.

Aliás, a abertura deste blog, em 17 de janeiro de 2010 se dá com a transcrição da entrevista que fiz com ele para a Revista Onati, uma revista universitária da antiga UNIDERP, criada e planejada por Iara Penteado e Paulo Cabral.

Então, viva o domingo, viva a poesia e viva (muito, mesmo) Manoel de Barros.

Ah, ía me esquecendo, os assinantes do Correio Braziliense podem ler a reportagem completa aqui: http://flip.correiobraziliense.com.br/flip/?idEdicao=47fe13eef5ee6f5f01743684e9560a7f&idCaderno=b8d879ff425ddfdbe56d88ce4d40a90e

Depois vá correndo às melhores casas do ramo e compre logo o seu DVD. Se faltar um empurrãozinho, lá vai: clic aí embaixo e assista o trailer do documentário. Bom domingo a todos.