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Cora Coralina |
Faz cento e trinta anos, nasceu uma menina bem por ali, pelo sertão de Goiás, no coração do Brasil, num lugar onde o tempo se encarregaria de transformar cidade em sinônimo de poesia. Faz cento e trinta anos.
Não havia, naquele tempo, quem previsse se ia chover ou não. Não havia mais do que o barulho de pássaros anunciando a manhã e o rumor do rio em movimento lambendo as pedras.
Havia apenas a certeza de um novo nascimento.
Faz cento e trinta anos e o tempo, testemunha desse milagre, parece não ter passado quando se pensa em poesia. A janela da casa velha da ponte, segue aberta. Ainda dá para o mesmo horizonte que viu a menina Aninha nascer.
De lá daquela janela, a menina que se fez Cora Coralina, segue impregnando quem quer que se aventure a lhe enxergar com o sabor doce dos seus poemas.
Agora mesmo, nesse exato momento, como cento e trinta anos atrás.
Tendo apenas o tempo por testemunha.
Assim como Cora, temos nos poetas atuais, os que escrevem para encantar, fazer sentir,refletir. Vejo você poeta Inorbel/Maranhão, que sempre encanta com suas escritas. Que o dia de hoje, seu aniversário, seja de alegria e muita poesia! Parabéns!
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